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16/11/2016

Mediação e conciliação

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 Atente-ser o leitor para estas duas palavras que doravante terão grande importância nas nossas relações jurídicas. De certo, sabe-se também do antigo ditado popular que diz “mais vale um mal acordo que uma boa demanda”. Mas através da mediação e conciliação poderemos ter situação onde não existirá nenhum acordo de todo ruim mas sempre uma solução que satisfaz as vontade das duas partes.

Geralmente quando se vai ao poder judiciário os ânimos das pessoas estão à flor da pele, lembrando um e outro apenas as coisas ruins do passado que hoje se converteu em diferenças e em uma conflituosa relação. Mas nada não é tão ruim que não possa ser remediado e fazer florescer novamente a boa harmonia entre as pessoas.

Ressentimentos, rancores, desejos de vingança e outros sentimentos devem ser deixados de lado para procurar uma forma de colocar fim a estas animosidades que em nada contribuem para uma vida saudável.

Seja uma locação que deu errado. Um casamento que acaba. Uma compra e venda que frustrou-se. Qualquer situação pode ser solucionada de forma que não se torne um tormento constante na vida da pessoa. Acontece que vez e outra damos um passo errado ou não fazemos as melhores escolhas para a vida. Mas isto não significa que estes deslizes devem nos perseguir a vida toda. Ninguém merece viver com uma penalidade eterna por uma destas falhas. É vida que segue! Precisamos de “tocar a vida” e deixar apenas para a história uma e outra passagem que não quer ser vivida sempre.

Para isto, quando o conflito surge cabe às partes focarem nos meios e modos de resolver a questão e fazer dela página virada. Conciliar e mediar.

Para isto os advogados estão sendo diariamente capacitados para colaborar na resolução pacífica destes conflitos. Muito melhor que as infindáveis demandas que ficam abarrotando os fóruns e levam anos e mais anos para serem resolvidas.

Neste sentido as partes que estão em conflito devem colaborar a solução. E quem tem os meios para a solução são as próprias partes! As pessoas que um dia viveram harmoniosamente, mas agora, por uma fatalidade, estão conflituosas, sabem como tudo se deu e compreendem bem dos fatos que os deixa na péssima situação de estar em juízo.

Pense quanto vale seu sossego! Pense no valor de ter uma vida livre de problemas! Avalie o quanto é desgastante ter uma lide judicializada onde sempre haverá de encontrar com esta pessoa pelas ruas e na convivência social com esta pendência sem solução. Ao passo que em um diálogo inteligente, sem animosidades tudo poderá terminar um bom aperto de mão pacificador.

Lembre-se que viver atulhado de problemas não é viver, é sobreviver.

Conversa em bom nível (não somente na educação, mas também no volume!), focar na solução do problema, ver as possibilidades de amortização das perdas, procurar maximizar os ganhos para ambos lados.

Já foi o dia que era chique ter uma demanda no fórum. Hoje, ao contrário, quando vemos pessoas entrando nos fóruns para audiências logo pensamos que estas pessoas são de difícil lida, pessoas de relações complicadas.

Recentemente eu encontrei um velho amigo na porta do fórum de Pará de Minas. Abraçamos, e já fui logo relembrar nossos tempos de infância na Rua Ouro Preto no bairro de Nossa Senhora de Fátima. Mas ele me interrompeu e disse para sairmos da porta do fórum. Estranhei. Ele pediu perdão, pois sabendo que sou advogado, eu deveria ter em boa conta aquele lugar. Mas argumentou que não é bom ficar na porta do fórum, porque é lugar de “pessoas problema”. É um certo preconceito, mas na verdade retrata a visão social das pessoas que não conseguem resolver seus problemas de forma inteligente através de uma conciliação. “A pessoa fica mau vista”, nas palavras deste meu amigo.

Assim sendo, recomendo que doravante quando o leitor diante de alguma situação que o levará “às barras dos tribunais”, pense logo que seu advogado deverá conduzir uma boa mediação e conciliação para por fim na demanda antes mesmo dela ser judicializada. Mas se ocorrer de ter de ir ao poder judiciário através de uma ação judicial, que na primeira audiência tudo de encerre de forma inteligente e bem conversada.

E digo mais: se ainda resiste em ver a pessoa chamada de “parte contrária” não faz mal. Mande um verdadeiro amigo com poderes para resolver a questão em seu nome. Este representante poderá ter a solução mais facilitada já que olha com olhos mais serenos sobre a questão.

Por fim a diferença entre mediação e conciliação é apenas técnica. Coisa de juristas advogados. Cumpre a você cidadão ser senhor de seu sossego de vida e ver resolvidas as suas diferenças com as outras pessoas como eu disse acima: “conversando a gente se entende”.

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