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28/01/2019 às 20:18h

O susto da Barragem de Brumadinho em Pará de Minas

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Aprendendo com tragédias

Tivemos várias notas da gestora de água e esgoto de nossa cidade – Águas de Pará de Minas – logo após a tragédia de Brumadinho. Anunciou que o Rio Paraopeba não estava contaminado e que nosso serviço de abastecimento teria continuidade em caráter de normalidade. Ufa! Que boa notícia... Será? Não seria um alerta?

De fato, pelo que se apura até o momento, não haverá severas consequências para o Rio Paraopeba (a densidade da lama “parece” que fará com que ela não escoe muito até o leito do rio).

Mas o susto aconteceu! Tivemos o medo – que ainda persiste – de eventual contaminação do Rio Paraopeba. Mas se acontecer? Se contaminar? Se impossibilitar a capitação de água naquele Rio? De certo todo Centro-oeste Mineiro será afetado.

De onde extrairíamos nossa água acaso tal fato se concretizar?

As empresas mineradoras não aprenderam a lição vinda da tragédia passada de Mariana e continuaram normalmente suas atividades e mantiveram as barragens na condição de risco! Nada mudou e a nova tragédia ocorre. Repetiu-se o que se deu em Mariana com uma perda ambiental menor, mas ainda significativa, mas com uma perda pessoal enorme.

Se as mineradoras, governo e demais órgãos vinculados a estas barragens não aprenderam nada, e nada fizeram, deverá ser este o comportamento de Pará de Minas com relação a falta d’água?

Pois bem, devo lembrar ao leitor que há poucos anos tivemos severa carestia de água na nossa região. O racionamento de água aqui em Pará de Minas foi severo! Um prefeito não se elegeu em função disto. A concessionária mineira – COPASA – foi retirada de Pará de Minas. Não questiono o acerto político da não eleição de Antônio Júlio nem a retirada da COPASA da gestão de Pará de Minas. Isto é de menor importância.

Importa sim saber o que foi, ou está sendo feito, para evitar nosso sofrimento em casos que quase nos atingiu no final de semana passado. Ou será que atingirá daqui alguns dias?

Diante de uma eventual ausência de capitação de águas no Rio Paraopeba, de onde teremos água? Há barragens de água em nossa região? Há outros pontos de capitação? O que foi feito para aumentar o volume de água do Ribeirão Paciência? Por fim: quais nossas alternativas além do Rio Paraopeba?

Coloquemo-nos hipoteticamente sem a capitação de águas no Rio Paraopeba? Seria o Ribeirão Paciência suficiente para nós? Temos outros mananciais para nos socorrer? O Rio São João? Lago do Carioca? Rio Pará? Já temos algum canal de busca d’água imediata, evitando-se racionamento? Ou seriamos a visão da marchinha de carnaval: “lata d’água na cabeça, a vai Maria”?

Olhemos, oremos, e não deixemos nossos irmãos de Brumadinho no esquecimento! Mas por um momento precisamos estar atento a realidade de Pará de Minas!

O que não foi feito pelas autoridades estaduais, pelas empresas privadas para evitar tragédias como de Brumadinho não seja o exemplo de descaso para seguirmos. Atentos hoje! Autoridades civis e políticas, empresas públicas e privadas, atentos ao futuro de Pará de Minas! O Rio Paraopeba não é eterno! Precisamos – urgentemente – de uma solução para nossa cidade e não dependermos somente de uma única fonte. Que que as fontes alternativas de captação de água para Pará de Minas seja eficazes o suficientemente para nos atender.

Como diria um grande amigo meu: “atendo aos sinais!”.


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