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08/11/2017 às 09:20h

Regras para viver bem

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Todos nós já recebemos, um dia, instruções de como viver bem. De certo alguns dos leitores também já deram suas dicas.

No ano 550 antes de Cristo o sábio chinês, Confúcio, já dava suas dicas através de histórias (fábulas) que contava. Ele sempre prezou pela moralidade pessoal como regra de bem viver.

À busca de um ideal de justiça, Sócrates, Aristóteles e Platão também recomendavam várias posturas que um homem deveria tomar para bem viver consigo e com os demais.

O Deuteronômio, livro bíblico do antigo testamento, segundo historiadores data do século VII antes de Cristo, significa do grego “segunda lei”. Esta obra também preza pelo comportamento humano pessoal e social para a vida harmoniosa.

Jesus Cristo, reformando a antiga lei: “Eis que lhes dou um novo mandamento...” aponta regras para que o homem siga. A Igreja Católica cuidou de codificar em Dez Mandamentos.

No ano 1054 o Grande Cisma dividiu o Cristianismo em Igreja Católica Apostólica Romana e Igreja Católica Apostólica Ortodoxa, cada qual também com seus mandamentos direcionados ao comportamento do homem. Depois Martinho Lutero e suas 95 Teses apresenta várias iniciando com “Ut Christiani docere...” (deve-se ensinar aos cristãos...), dando dicas de mandamentos que deveriam ser entregues as pessoas para seu viver.

Depois os pensadores e filósofos, cada qual apresentavam suas “dicas” para que o homem as seguisse e assim tivessem uma vida honorável.

A meu sentir, Immanuel Kant pensador de Königsberg (Prússia) deixou um único mandamento, mas muito eficaz: “Age de tão modo que a máxima da tua ação se possa tornar princípio de uma legislação universal”. Gostei muito desta orientação para a vida. Ela previne muitos males.

Liev Nicoáievich Tolstói (Leon Tolstoi 1828/1910) deu ao mundo ima infinidade de grandes escritos. Suas majestosas obras inspiraram Henry David Thoreau a escrever “A Desobediência Civil”. Um pequeno texto (não mais que 15 páginas), mas de conteúdo gigantesco. Este texto foi a inspiração para Mohandas Gandhi e Luther King realizarem suas grandes revoluções.

Por toda a minha vida tenho lido vários pensadores recomendado aos homens o cultivo das virtudes. A literatura chamada “auto-ajuda” (que entendo, no mais das vezes, desprezível) também assim recomenda, mas prefiro andar junto com Santo Tomas de Aquino, Santo Agostinho, Foucault, Freud, La Rochefoucault, David Hume, Levi-Strauss, Nietzsche, para dizer os que lembrei neste instante sem consultar mais.

Já citei nesta minha coluna, não apenas uma vez, o catalogador das Virtudes: André Comte-Sponville. Ele indica 18: polidez (educação), fidelidade, prudência, temperança, coragem, justiça, generosidade, compaixão, misericórdia, gratidão, humildade, simplicidade, tolerância, pureza, doçura, boa-fé, humor e amor.

Todos e cada qual dos pensadores mais célebres indicando uma forma de viver; um “jeito de levar a vida”. Tudo com vistas a estarmos bem conosco e com o próximo.

Certo que o leitor conhece várias das regras dos notáveis cidadãos que citei acima. Nem me dei ao luxo de reproduzir os Dez Mandamentos. Mas um deles merece ter aqui reproduzidas suas “regras de bem viver”. Não que Tolstoi deva ser seguido (menos ainda foi este texto que inspirou, como disse antes, Gandhi ou L. King), mas pelo curioso de como ele pensava que o mundo seria melhor se as pessoas seguissem suas regras. Estas “Rígidas Regras de Vida” foram publicadas num jornal russo de sua época (cerca de 1853). Assim como as regras dos demais, fico pensando se as de Leon Tolstoi nos faria melhores seres humanos, especialmente as que deixei por último:

Acorde as cinco da madrugada / não duma mais tarde o que dez da noite / tire duas horas diárias para soneca / coma moderadamente / evite doces / caminhe uma hora por dia / não leve em conta opiniões que não sejam tomadas com base na razão / fazer apenas uma coisa de cada vez / não deixar a imaginação fútil lhe dominar / não dar importância a opinião dos outros sobre você / faça boas coisas indistintamente / seja humilde, não luxurioso, trabalhando muito / ajude os pobres / não demonstre emoção / ame somente a quem você possa ser útil / mantenha distância de mulheres / vá ao bordel apenas duas vezes por mês.

Por Ronaldo Galvão

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