Capa da Página VOCÊ AMA, DE FATO, SEU FILHO? - Cidadania - JC Notícias Capa da Página

Icone previsão PARÁ DE MINAS - 14º MIN 36º MAX

Cadastre seu e-mail e receba nossas novidades

Icone IconeNotícias - Cidadania

12/09/2019 às 09:23h

VOCÊ AMA, DE FATO, SEU FILHO?

Facebook


Certo que a pergunta que intitula este artigo lhe deixou curioso. Vou acrescentar mais um pouco na sua curiosidade e poder afirmar que, nem sempre este apor é tão verdadeiro quanto parece ser.

Aqui vou focar na relações entre pais que estão com a relação dificultosa, caminhando para uma separação/divórcio ou até mesmo já divorciados. Ao final deste texto uma dica para colaborar para que os pais não deixem de amar os filhos.

Amar nestes momentos pode ter um conceito diferente. Um conceito que vem acompanhado de certa dose de unilateralidade. Unilateralidade é quando apenas um lado define o amor. Unilateralidade na definição de amor é a construção de uma forma de amar que não tem como ponto de partida o “objeto” do amor, e sim a pessoa que o define na forma que melhor lhe interessa.

Explico melhor!

Quando se está no processo de desgaste da união, os pais tendem a criar vínculos muito fortes com os filhos. É como se tudo desmoronasse mas algo pode ser salvo. No caso o que se pretende salvar é a ligação com as pessoas. Se não se tem mais o esposo(a) que tenha o filho. Agora o momento não é mais de recorrer aos pais, avós, amigos, etc. Neste momento onde uma unidade familiar foi construída com novos membros e é ela que está em ruínas, o que se pretende salvar são os filhos. É a única coisa que restará na ordem afetiva. O material é outra coisa. Também amado, mas muito mais pelo apego financeiro. Já pessoas recebem um tratamento diferenciado.

Quando destes momentos de separação, os pais se apegam por demais aos filhos, e aí o amor começa a ter novos conceitos. Um deles, e o mais comum, é o de “posse sobre o filho”. A expressão “o filho é meu!” é a mais comum de todas. Aí o amor possessivo. Aquele que diz que o amado é seu, diz que isto é amor, mas bem sabemos que este sentimento não é amor. A posse sobreo filho, implica no afastamento do outro par que não faz mais parte da relação. E assim as atitudes para comprovar a posse sobre o filho ficam por demais duras: guarda exclusiva, regulamentação de visitas, mudança de cidade/bairro, limitação de fala do outro parceiro. Este amor posse não é amor de verdade!

Outra forma equivocada de demonstração de amor é afirmar que “quer o melhor para o filho” e assim sendo, procura: valores exorbitantes da pensão, evitar que o filho esteja com o “culpado” pelo fim da relação; mostrar ao filho quem é o culpado da vida estar difícil com o fim da relação. Neste momento o que está em jogo não são os sentimentos da criança, e sim, os sentimentos daquele (pai ou mãe) que quer justificar o fim da relação na culpa do outro. Aquela expressão de ter o melhor para o filho nada mais é que ter uma justificativa para “vingar” o outro parceiro e ter a oportunidade de mostrar para todas as pessoas que se vive mal agora não é culpa sua.

Estas duas formas de amar os filhos são comuns, outras existem. Mas e os filhos? Como se sentem amados nestes casos que são muito mais o estresse da relação que de fato demonstrações de amor? Momentos de muito mais luta entre os pais que olhares para os filhos!

De uma forma praticamente cega os pais dizem que amam seus filhos, mas estão desfocados da realidade!

Compreendemos que o momento de ruina da relação os afeta bastante, mas precisam de ajuda para não deixar que o verdadeiro amor venha a ser demonstrado a seus filhos. Durante a separação/divórcio os filhos ficam por demais fragilizados e não se pode retirar de vistas que o abalo dos pais, pode prejudicar de formas muito sensíveis seus filhos.

Neste sentido uma ajuda é necessária.

Ela existe! E se chama “Oficinas de Parentalidade” uma iniciativa do Poder Judiciário para ajudar os pais a demonstrar a seus filhos o verdadeiro amor neste momento de dificuldades.

Se você sabe de alguém que passa por este momento, procure maiores informações sobre estas Oficinas na sua cidade. Em Pará de Minas no Juizado Especial na Praça Melo Viana. E dê a oportunidade para que os filhos destes casais sejam verdadeiramente amados sem que seus pais estejam, mesmo que com as melhores intensões, demonstrando uma forma equivocada de amor.

Lembre-se, os filhos sempre são os mais frágeis no término das relações!

Ronaldo Galvão

Galeria de fotos

Clique nas imagens para ampliar: