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14/09/2018 às 09:43h

Defesa de agressor de Bolsonaro fará teste psiquiátrico por conta própria

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Após ter o pedido de perícia psiquiátrica negado pela Justiça nessa quarta-feira (12), a defesa de Adélio Bispo de Oliveira, homem que confessou ter  esfaqueado o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) na última quinta-feira (6), tentará recurso nos próximos dias à negativa com uma avaliação preliminar de saúde, feita por um psiquiatra contratado pelos advogados e levado ao presídio onde Bispo está detido. O caso ganha novos elementos com a descoberta de um cartão internacional de posse do pedreiro, de 40 anos.

De acordo com Fernando Costa Oliveira Magalhães, advogado de Adélio, a 3ª Vara  Federal de Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, negou 'por ora' o pedido de  perícia técnica, solicitado na última segunda-feira (10) no local. Caso tivesse sido aceito, dois peritos escolhidos pela Justiça fariam a análise de  sanidade mental de Adélio. No entanto, a negativa não impede que considerações preliminares de saúde sejam feitas por conta própria da defesa. Essas  análises, porém, não têm peso processual de uma perícia juridicamente autorizada.

Dessa forma, a defesa contratará e levará um médico à penitenciária federal de Campo Grande (MS) para uma avaliação do estado mental de Bispo. "Pode ser que o psiquiatra diga que ele está bem. Mas há chance, como acreditamos, de que o profissional identifique razões ou elementos duvidosos sobre a saúde mental do nosso cliente", afirmou Magalhães. Em caso de parecer positivo para insanidade, o documento será levado à Vara Federal como forma de recurso. 

Cartão internacional 

A defesa de Adélio, composta por uma equipe de quatro advogados, tenta diminuir a repercussão negativa causada pela descoberta de três cartões de  crédito - dois da Caixa Econômica Federal e um de crédito internacional, do Itaú - de posse do esfaqueador confesso, que estava desempregado. 

O cartão, descoberto após investigações da Polícia Federal, se une ao notebook novo encontrado na pensão onde Adélio se hospedou antes do crime, em Juiz de Fora - pousada que, segundo a PF, foi paga adiantadamente para período de 15 dias. 

Ainda segundo Magalhães, o novo elemento não modifica nada no processo. A única preocupação, ainda segundo ele, é que encontrassem um valor substancial em conta ou um depósito no exterior, situação que considera pouco provável. 

"Adélio acreditava que seria assassinado após matar o presidenciável. Não faria sentido alguém que pensa assim receber uma recompensa posterior. Ele, como disse em depoimento, queria salvar a nação matando alguém", afirmou.

Fonte: Hoje em Dia

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