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12/03/2015

Deputado usa auxílio-moradia para comprar seu apartamento

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Um mês depois da aprovação do auxílio-moradia mesmo para os parlamentares que moram em Belo Horizonte ou em cidades da região metropolitana, apenas um deputado nessa situação solicitou a verba extra de R$ 2.800 à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Bosco (PTdoB) registrou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter 50% de um apartamento no Cidade Jardim.

A explicação é polêmica. A assessoria de Bosco afirma que ele precisa do recurso porque seu apartamento é financiado. O dinheiro recebido é usado para quitar as prestações. Isso significa que, ao contrário dos que usam a verba para pagar um aluguel, Bosco ainda terá o benefício de, ao final de tudo, ficar com a casa comprada pelo dinheiro do contribuinte mineiro.

Além de Bosco, outros 12 deputados já solicitaram o reembolso garantido pelo benefício em fevereiro. Nenhum deles, no entanto, declarou possuir imóvel em Belo Horizonte. Chamam mais a atenção as situações de Doutor Jean Freire (PT) e Celinho do Sinttrocel (PCdoB). O petista votou contra o auxílio nos dois turnos. O comunista reprovou a ideia na segunda votação, depois de ter sido a favor na primeira. Eles, no entanto, sempre se posicionaram contrariamente ao recebimento do benefício por quem é da capital, o que não é o caso deles.

Os outros deputados que receberam auxílio-moradia em fevereiro foram: Antônio Carlos Arantes (PSDB), Tony Carlos (PMDB), Arnaldo Silva (PR), Cássio Soares (PSD), Deiró Marra (PR), Gustavo Corrêa (DEM), Ulysses Gomes (PT), Antônio Lerin (PSB), Felipe Attiê (PP) e Doutor Wilson Batista (PSD).

Deputado infiltrado
Os líderes dos movimentos que organizam a mobilização que pede o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), no próximo domingo, se reuniram em São Paulo com a Polícia Militar para definir questões de segurança. Entre os seis grupos que estiveram reunidos na última segunda-feira, chamou a atenção a presença do deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical (SD). No encontro, o parlamentar informou que também terá um carro de som. Algumas lideranças criticaram a presença do deputado e chegaram a falar abertamente na ocasião sobre o incômodo, segundo o presidente do Movimento QueroMeDefender, Cláudio Penteado. “Foi uma surpresa quando ele apareceu. Gerou um desconforto para todo mundo”, disse.

Segregados
No encontro, foi definido que os movimentos ficarão separados fisicamente ao longo da avenida Paulista, já que os grupos têm algumas diferenças de bandeiras e perfil dos integrantes. O carro de som do deputado do Solidariedade foi deixado mais isolado para ele não correr o risco de ser hostilizado. “Ninguém quer político fazendo politicagem ali”, diz Cláudio Penteado. Nesta quinta, Paulinho da Força lança na Câmara uma campanha pelo impeachment da presidente. Ele irá propor uma consulta popular na página do Solidariedade e nas redes sociais perguntando se as pessoas são a favor ou contra o afastamento da petista. O deputado não atendeu as ligações da reportagem, mas sua assessoria informou que, no domingo, ele irá ao ato de protesto como sindicalista.

Protesto. Uma faixa colocada nesta semana na avenida dos Andradas, em Belo Horizonte, pede o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Com a frase “mobilize sua cidade”, a manifestação esquenta ainda mais o clima para as passeatas que devem ser feitas em diversos locais do Brasil no próximo domingo. A propósito, Dilma estará em Belo Horizonte nesta sexta, mas seu trajeto passa longe do local em que a faixa foi instalada.

18 EMPRESAS ligadas às investigações da operação Lava Jato já respondem a processos administrativos na CGU; dez deles foram instaurados nesta quarta.

Visita. O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Superior Tribunal de Justiça João Otávio Noronha, corregedor geral eleitoral, estará em Belo Horizonte no próximo dia 20. Ele dará palestra sobre desafios e perspectivas da Justiça Eleitoral no Brasil. O evento será no auditório do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais.

Guerra no PSOL
A declaração feita pelo deputado federal Cabo Daciolo (PSOL-RJ) de sua intenção de alterar o primeiro artigo da Constituição mostrou as divergências internas do partido. A começar pela diferença entre as notas da bancada do PSOL na Câmara dos Deputados e da executiva estadual do Rio de Janeiro. O vereador carioca Renato Cinco chegou a pedir a saída de Daciolo. “O cabo não tem divergências pontuais, ele tem divergências em questões centrais, por isso acho que não dá para solucionar a crise com a permanência dele no partido”, avalia.

Disputa interna
Renato Cinco afirma que a manutenção do deputado na legenda se dá graças à ligação do ex-bombeiro com a ex-deputada estadual Janira Rocha. Enquanto isso, o presidente nacional da sigla, Luiz Araújo, entende que a postura de pedir a expulsão do quadro é uma posição de um grupo minoritário, que não aceita ter suas decisões derrotadas internamente. Ele acredita que o comportamento de Daciolo não apresenta contradição com o programa do partido. “Ele representa uma categoria e tem todo direito de estar no partido, desde que respeite as normas partidárias”, defende.

Fonte: O Tempo

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