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12/01/2019 às 08:30h

Jovem saudita que fugiu da família recebe asilo do Canadá e deixa a Tailândia

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A jovem saudita de 18 anos que fugiu de sua família e pediu asilo quando chegou a Tailândia, divulgando seu caso nas redes sociais a fim de não ser expulsa deste país, partiu nesta sexta-feira (11) rumo ao Canadá, com escala na Coreia do Sul.

O Canadá está "encantado" de dar asilo à jovem, declarou o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, confirmando que seu governo aceitou o pedido da ONU.

Rahaf Mohamed al Qunun tinha declarado que queria pedir asilo na Austrália, afirmando que fugia da violência psicológica e física de sua família na Arábia Saudita. Sua família desmentiu as acusações.

A jovem foi detida no fim de semana passado quando chegou a Bangcoc, a partir do Kuwait, e as autoridades tailandesas ameaçaram, inicialmente, mandá-la de volta a seu país.

Equipada com um celular e uma conta de Twitter aberta às pressas, através da qual comunicava sobre sua situação, a jovem se trancou em um quarto de hotel do aeroporto, o que levou as autoridades tailandesas a mudarem de opinião.

Autoridades canadenses indicaram que estudariam com seriedade o pedido de asilo, que a Agência da ONU para os Refugiados (Acnur) considerou legítimo na quarta-feira.

Mas na tarde de sexta-feira, o chefe de polícia de imigração tailandesa disse que a jovem estava a caminho de Toronto, sorridente, e que tinha partido em um voo após as 23h (14h em Brasília).

Na sexta-feira à tarde, Rahaf Mohamed al Qunun indicou por meio do Twitter que tinha "algumas boas e más notícias", sem explicar nada mais. Pouco depois sua conta foi desativada.

Uma repórter da TV australiana ABC, que teve acesso ao quarto de Rahaf no período em que ela se recusava a sair, afirmou que a saudita está recebendo ameaças de morte.

"Rahaf está segura e está bem. Ela está recebendo muitas ameaças de morte. Ela voltará ao Twitter, mas por enquanto aparentemente está em uma pequena pausa", afirmou Sophie McNeill.

A fuga da jovem do reino saudita mobilizou as organizações de direitos humanos, e a polícia de imigração tailandesa a pôs sob proteção da Acnur.

A Tailândia não é signatária da convenção da ONU sobre os refugiados, e os solicitantes de asilo costumam ser expulsos ou esperam anos até serem enviados a um terceiro país.

A jovem teme ser morta por sua família, porque renunciou ao Islã. Na Arábia Saudita, as mulheres estão submetidas a muitas restrições, como estar sob a tutela de um homem (pai, marido ou outro) que exerce sobre elas uma autoridade arbitrária e toma as decisões importantes em seu lugar.

Uma mulher julgada por ter cometido um crime "moral" pode ser punida violentamente por sua família, incluindo sua execução quando houver o chamado "crime de honra".

Fonte: G1

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