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13/06/2018 às 08:55h

MP vai investigar cada licitação de Wellington Magalhães

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O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) determinou que o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) abra inquéritos separados para cada licitação feita pela Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) durante o período em que Wellington Magalhães (PSDC) foi presidente da Casa. A ordem é para passar um pente-fino nos contratos firmados pelo vereador. Até inquéritos que já foram arquivados pela promotoria serão reabertos para se reavaliar a investigação.

“São investigações iniciais, alguns indícios de irregularidades (nos contratos). Está sendo feita uma vistoria em cada uma dessas licitações”, explicou um membro do MPMG, que tem acesso às investigações e pediu para não ser identificado. 

Ainda de acordo com esse interlocutor da promotoria, já foram abertos cerca de 30 inquéritos nesse sentido. “É difícil prever um número certo que vai avançar, mas acredito que muitas (investigações) serão novamente arquivadas pela dificuldade de se provarem as irregularidades cometidas”, justificou.

Algumas das investigações mencionam supostas empresas-fantasma que teriam concorrido de forma irregular para obter contratos com a Casa.

Em outra ação, há a investigação de possíveis exigências de vantagens indevidas de empresas e empresários interessados em votações de projetos de lei na Casa, além da suposta criação de um comitê para campanha eleitoral que funcionaria em uma “sala no terceiro andar da Câmara”.

A reportagem tentou contato com o advogado de Wellington Magalhães, mas, até o fechamento desta edição, nenhuma das ligações feitas havia sido atendida.

Trajetória. Em abril, Wellington Magalhães foi preso com outras sete pessoas durante deflagração da operação Sordidum Publicae, do MPMG e da Polícia Civil. Essa investigação aponta que o grupo teria movimentado cerca de R$ 30 milhões em contratos fraudados com a empresa Feeling Comunicação.

À época da operação, o promotor Leonardo Barbabella, da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público da capital, que coordenou a Sordidum Publica e, afirmou que estavam em curso outras 45 investigações do MPMG e da Polícia Civil envolvendo o parlamentar.

Saída

Liberdade.No fim de maio, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais concedeu habeas corpus a Wellington Magalhães, que ficou preso por um mês no Complexo Penitenciário Nelson Hungria.

Empresário é visto como laranja

Quem também entrou nas investigações do Ministério Público em casos envolvendo o vereador Wellington Magalhães (PSDC) foi o empresário e presidente da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), Daniel Figueiredo Borja. De acordo com membros do MP mineiro, Borja teria atuado como laranja de Magalhães em transações financeiras consideradas suspeitas. 

A promotoria investiga se Borja atuou como laranja de Magalhães na compra de uma mansão na orla da lagoa da Pampulha, onde o parlamentar reside. O empresário, segundo o MPMG, também teria adquirido outros bens para o vereador. Em maio, a Justiça determinou bloqueio de todos os bens móveis e imóveis do empresário. 

Procurado, Borja negou ter qualquer tipo de relacionamento com Magalhães. “Não tenho contato algum com Wellington Magalhães, caí de paraquedas nessa história. Até o fim de semana, inclusive, apresento a minha defesa perante a denúncia mentirosa e falsa do Ministério Público”, afirmou.

Ainda segundo o empresário, a mansão na orla da lagoa é de propriedade do vereador. “Eu não tenho nada a ver com isso. A casa está toda no nome do Wellington Magalhães. Não existe isso”, disse, e completou: “Tenho um nome a zelar, uma vida inteira limpa e sem problemas com a Justiça”.

Além de Borja, o MP também começa a apurar o possível envolvimento de outros diretores da ABCCMM em possíveis irregularidades cometidas de forma conjunta com Magalhães. As investigações ainda estão em fase inicial. 

Para a advogada Marina Hermeto, que cuida da defesa de Daniel Borja, a ação de improbidade administrativa promovida pelo MPMG contra o empresário é frágil e irreal. “Não podemos adiantar a defesa que apresentaremos, mas o que é relativo ao Daniel se refere a imóveis e uma mansão no condomínio Aldeias do Lago, em Esmeraldas. É tudo um grande mal-entendido sobre supostas irregularidades, sendo que os trechos que citam o nome de Daniel Borja são ínfimos”, disse.

Marina também defendeu que o empresário possui toda a documentação necessária para provar, diante da Justiça, que é inocente. “Ele tem tudo para mostrar que é um mal-entendido; todos os documentos vão provar que Daniel Borja não tem nada a ver com essa história”.

Fonte: O Tempo


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