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30/03/2015

Peru, Chile e Colômbia estão ''dando banho'' de crescimento no Brasil

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A economia do Brasil é a sétima maior do mundo. Mas, apesar do território continental e do grande mercado doméstico, o país amarga números pouco expressivos de crescimento nos últimos anos, ainda mais quando comparado com outros países da América Latina, conforme dados do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI). O Peru, por exemplo, que é mais lembrado pelas ruínas incas do que pela sua relevância na economia mundial, conta com previsão de crescimento de 4% a 4,8% para 2015. Percentuais bem superiores ao previstos para o Brasil – que conta com uma economia mais diversificada –, que variam de 0,3% a 1%. Em 2014, o PIB brasileiro registrou alta de 0,1% frente ao ano anterior – pior resultado desde 2009.

Segundo especialistas, são vários os motivos que fazem com que o Brasil, junto com Argentina e Venezuela, ocupe o pódio dos países sul-americanos com piores marcas em 2014 e piores perspectivas para 2015, conforme dados do FMI. Entre eles, a falta de planejamento, os custos altos de produção, a insegurança jurídica e a falta de investimentos em infraestrutura.

O coordenador do curso de relações internacionais da Newton Paiva, Leandro Silva, aponta os gastos públicos como um dos problemas mais graves. “O governo é inchado. Logo, para manter a estrutura da máquina pública é necessário muito dinheiro. Afinal, os gastos crescem ano a ano. E para manter o seu funcionamento, a carga tributária é alta. Logo, tudo fica caro no país. Produzir é caro e os produtos fabricados também”, analisa.

Colômbia e Peru. Enquanto o Brasil está paralisado, fruto de problemas internos, segundo o professor de finanças da Universidade Fumec, Felipe Borlido, países como a Colômbia vem registrando expansão do PIB. O país vem sendo impulsionado por um programa de investimento público em infraestrutura e moradia, e pelo auge de um novo setor de matéria-prima, o carvão. A Colômbia é exportadora de petróleo e minerais.

“O país superou o narcotráfico e estreitou laços com os Estados Unidos, o que é uma boa estratégia. Visão que faltou ao Brasil. Aliás, o país não tem planejamento para o mercado externo”, frisa o professor Silva, da Newton.

No caso do Peru, na última década, o país conseguiu aquecer sua economia aliando a ampliação da demanda interna à abertura comercial e à forte atração de investimentos estrangeiros. O país também vem sendo favorecido pelo preço dos hidrocarbonetos e dos metais preciosos, que ainda estão em alta, além do fortalecimento do mercado interno com o surgimento de uma nova classe média.

Crescimento anual

Média anual

Período: 2011 a 2014

- Peru: 5,9%

- Bolívia: 5,6%

- Equador: 5,3%

- Paraguai: 5,1%

- Colômbia: 4,9%

- Chile: 4,8%

- Uruguai: 4,4%

- Argentina: 3,8%

- México: 3%

- Venezuela: 2,5%

- Brasil: 1,6%

Fonte: O Tempo

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