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18/04/2019 às 08:15h

Polícia Civil investiga se morador da Muzema é responsável pela construção dos prédios que desabaram

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga quem seria o proprietário dos prédios que desabaram na comunidade da Muzema, na Zona Oeste do Rio. Até a tarde desta quarta-feira (17), o Corpo de Bombeiros encontrou 19 mortos no local.

Um suspeito de ser o proprietário é o morador da Muzema José Bezerra de Lira, de 42 anos, conhecido na comunidade como José do Rolo. Ele é assim chamado por atuar em pequenos negócios imobiliários na comunidade.

Além das investigações da polícia há outros indícios de que Zé do Rolo seja proprietário dos imóveis:

Depoimentos de moradoresApreensão de documentos e mídia na comunidade

A reportagem ouviu dez moradores da Muzema. Pedindo anonimato por medo de represálias, todos afirmaram que Zé do Rolo é o proprietário dos prédios.

Outro indício é a operação Intocáveis, realizada em janeiro deste ano pelo Ministério Público estadual do Rio de Janeiro.

Documentos e mídias apreendidas na ocasião apontam José Bezerra de Lira, o Zé do Rolo, como principal suspeito de ser o dono dos prédios que caíram na Muzema.

Zé do Rolo não foi encontrado pela reportagem para falar sobre o caso.

Na sexta-feira (16), dia do acidente, foi o último dia em que há registro de que Zé do Rolo usou o aplicativo de mensagens do telefone celular.

Também chama a atenção dos investigadores, a atuação do corretor Renato Ribeiro, que atua no interior da Muzema.

O corretor foi gravado em uma entrevista ao RJ2, em outubro do ano passado. Ele diz no telefonema que a negociação "ser direto com ele", "diz ser o dono", diz que "ele próprio aprova".

Um panfleto ao qual a reportagem teve acesso aparece o nome de Renato e um telefone celular vinculado a Renato Siqueira Ribeiro, da Imobiliária Muzema.

Terrenos estão em nome de morto

Desde 2005, a Prefeitura do Rio disse ter emitido 17 multas contra construções irregulares no condomínio.

O Jornal Nacional teve acesso aos talões de 11 deles, que estão em nome de José Abrahão. Ele já estava morto neste período.

Documentos obtidos pelo JN em cartórios mostram que, em 2002, um terreno, no mesmo endereço do condomínio foi herdado pelos filhos de José Abrahão: Antônio Henrique Abrahão e Maria José Aminger.

Em 2009, este imóvel foi penhorado por uma dívida de IPTU com a Prefeitura do Rio.

Uma decisão de 2015 suspendeu o processo após o início do parcelamento da dívida, sem cancelar a penhora.

Mortos

Um bombeiro no local chegou a dizer a jornalistas que um quarto corpo foi encontrado nos escombros, o que elevaria o número de mortos para 20.

À noite, no entanto, a corporação negou a informação, e disse que só três corpos haviam sido encontrados, somando 19 mortos achados desde a sexta-feira (12), dia da tragédia.

Fonte: G1

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