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11/03/2015

Reajustes da Cemig devem ultrapassar 50% em 2015

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A Cemig já enviou à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) seu pedido de reajuste anual. Depois da incorporação e reajuste da bandeira tarifária em janeiro e março, respectivamente, e do reajuste extraordinário de 28,8%, também em março, os mineiros terão um novo custo extra em abril. Nem a Cemig, nem a Aneel revelam qual foi o pedido, mas especialistas calculam que a nova alta ficará entre 10% e 15%, fazendo com que a soma de todos os reajustes ultrapasse os 50% no ano.

O diretor da Thymos Energia, Ricardo Savoia, explica que o consumidor está pagando por uma série de fatores, como o aumento nos custos de geração, o aumento no preço d energia, empréstimos feitos pelas distribuidoras, e esses custos podem não se extinguir em 2015. “Se não houver uma melhora no nível dos reservatórios que seja suficiente para dar mais segurança ao setor, os custos extras vão se manter também em 2016”,afirma. A consultoria prevê uma alta média de 12% no reajuste anual das distribuidoras. Com essa estimativa, a soma de todos os reajustes para o consumidor da Cemig seria de 53,3% em 2015.

Já a Tendências Consultoria estima que a alta média que será concedida no reajuste anual das distribuidoras fique em 15%. Com essa estimativa e mais as definições do aumento no preço das bandeiras tarifárias e o reajuste extraordinário, a consultoria revisou sua previsão de inflação para o ano de 7,3% para 7,9%. As duas previsões estão bem acima do teto da meta de inflação previsto pelo governo, que é de 6,5%. O custo com energia ainda vai impactar indiretamente no índice de inflação, porque influencia no preço de todos os produtos e serviços.

Racionamento. Pagar mais pela energia pode não livrar o consumidor de enfrentar um racionamento. De acordo com Savoia, é preciso cortar entre 10% e 20% do consumo no período seco para que os reservatórios cheguem com níveis satisfatórios ao próximo período chuvoso. A estação seca começa em abril.

Reservatórios
Baixos. Os reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste, principal sistema de abastecimento do país, estão com 21,75% de capacidade, já perto do fim do período considerado chuvoso.

Agência concedeu 14,76%, em média, em 2014

No fim deste mês, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deve informar o pedido de reajuste feito pela Cemig. A divulgação acontecerá, de acordo com o órgão regulador, 15 dias antes da vigência da nova tarifa.

Nos últimos anos, a Cemig tem conseguido aumentos bem menores do que os pleitos apresentados. Em 2014, por exemplo, a estatal mineira pediu autorização para aumentar as contas, em média, 29,74%. A Aneel concedeu 14,76%, em média. Em 2013, a proposta levada para audiência pública era de alta de 6,36%. A média autorizada também ficou bem abaixo da expectativa: 2,99%.

Em 2012 a alta foi de 3,79%, mas veio depois de uma queda de 18% fruto da intervenção do governo por meio da MP 579. (APP)

Fonte: O Tempo

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