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11/01/2019 às 09:15h

Inflação oficial fecha 2018 em 3,75%

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do Brasil, fechou 2018 em 3,75%, abaixo do centro da meta fixada pelo governo, que era de 4,5%.Em 2017, o índice ficou em 2,95%.

O resultado, divulgado nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), veio dentro do esperado pelo mercado e cumpriu com folga a meta de inflação perseguida pelo Banco Central e dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema, que era entre 3% e 6%.

A previsão dos analistas era de uma inflação de 3,69%, segundo última pesquisa Focus do Banco Central.

Segundo o IBGE, a inflação de 2018 foi pressionada principalmente pelos preços dos produtos e serviços de habitação, transportes e alimentos. Juntos, estes três grupos foram responsáveis por 66% do IPCA do ano.

Veja abaixo a inflação acumulada em 2018 por grupos pesquisados:

Alimentação e Bebidas: 4,04%

Habitação: 4,72%

Artigos de Residência: 3,74%

Vestuário: 0,61%

Transportes: 4,19%

Saúde e Cuidados Pessoais: 3,95%

Despesas Pessoais: 2,98%

Educação: 5,32%

Comunicação: -0,09%

Inflação em dezembro

O IPCA de dezembro foi de 0,15%, a menor variação para um mês de dezembro desde o início do Plano Real, em 1994.

Perspectivas para 2019

Para 2019, oseconomistas das instituições financeiras projetam um IPCA em 4,01%, segundo a pesquisa Focus. A meta central deste ano é um pouco menor, de 4,25%. A meta terá sido cumprida se o IPCA ficar entre 2,75% a 5,75%.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o BC eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic), atualmente em 6,5% ao ano.

A inflação acumulada em 2018 foi pressionada principalmente pelos preços de combustíveis, energia elétrica, plano de saúde. Em outubro, o índice acumulado em 12 meses chegou a 4,56%, mas desacelerou nos dois últimos meses do ano, favorecido pela queda do preço da gasolina e recuo do dólar.Em novembro, o país registrou deflação de 0,21%, a menor taxa para o mês desde 1994.

Fonte: G1

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