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Diretor da base do Atlético-MG garante captação agressiva e já traz reforços: "Mais de um"

22/06/2019 às 08:57h

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Júnior Chávare chegou ao Atlético-MG na reta final de maio e assumiu um cargo com grande responsabilidade: a direção das categorias de base. Pela estrutura do Galo e tradição formadora, Chávare sabe que a cobrança será grande, mas tem muita experiência. Trabalha com jovens atletas há muitos anos, mas uma parte da nova função é novidade: o Atlético-MG e suas particularidades. Para adaptar o mais rápido possível, sua estratégia é apostar numa imersão completa ao clube.

O dirigente, hoje com 52 anos, está morando na Cidade do Galo. Preparou um quarto para ele no CT atleticano. E não tem dúvida: dará resultado.

- Eu preparei um quarto(no CT),estou morando aqui por um período. Moro dentro do alojamento, compartilho com os jogadores. É uma imersão. Isso funcionou sempre onde eu fui, não abro mão disso. Quando pedi isso até causou um pouco de susto para eles(diretoria do Galo), mas eu disse que não abro mão. Não tenho um pingo de dúvidas(que vai dar certo).

A imersão já começa a dar resultado. Apesar do pouco tempo - foi contratado no fim de maio -, Chávare já identificou alguns fatores que, na análise dele, estão funcionando muito bem no Galo. Também identificou pontos que exigem melhora imediata.

O diagnóstico completo será transformado num relatório a ser entregue ao presidente Sérgio Sette Câmara e sua diretoria.

- Sempre peço em torno de 30 a 45 dias para apresentar um relatório para a diretoria. Isso vai ser feito neste prazo. A gente vai começar, a partir daí, a entregar um planejamento e um plano diretor do departamento de formação. São coisas que a gente precisa imediatamente, coisas que a gente pode esperar um pouco mais, assim por diante. A ideia é que a gente consiga implantar um projeto para que a gente tenha, nos próximos nove a 12 anos, a ideia do que tem que ser feito.

"Seremos muito mais agressivos"

O relatório ainda não foi concluído e entregue à presidência. Até por isso, Júnior Chávare ainda guarda os detalhes em segredo. Mesmo assim, contou ao GloboEsporte.com um dos problemas identificados: a captação de novos jogadores. Segundo o novo diretor, ela será muito mais agressiva.

- Gostaria de entregar o relatório para a diretoria primeiro, até por uma questão ética, mas o que posso dizer é que vamos ser muito mais agressivos na captação de atletas para a base. Isso é uma coisa que eu posso adiantar.

A agressividade já começou. E Chávare conta qual é o segredo para encontrar talentos e trazê-los para a Cidade do Galo.

- O grande segredo, primeiro, é onetworkingque você tem. A busca de avaliadores interestaduais, espalhados pelo país, observando para você, e principalmente uma política muito agressiva de conseguir trazer esses jogadores para cá. E isso não quer dizer a questão financeira. É realmente mostrar que o atleta pode ter uma oportunidade real de vestir uma camisa gigante e uma oportunidade real de subir para a equipe principal. Isso é o que faz uma grande diferença hoje para um jogador escolher o time A e não o B.

A experiência pessoal do dirigente também joga a favor do Galo a partir de agora. Ele exemplifica.

- Aí talvez seja uma vantagem dos anos de estrada. As pessoas acabam acostumando com o perfil de trabalho. Hoje, as pessoas sabem que no Atlético tem o Júnior Chávare. E qual é o perfil de trabalho dele. Posso garantir: na última semana, recebi no mínimo 15 empresários ligando e dizendo: "O jogador A te interessa? Estava indo para tal lugar, mas prefiro que vá pra aí, sei que o método de trabalho seu é formar, deixar o jogador preparado e subir o jogador". Nisso você começa a ter, no meio, a visualização e o comprometimento das pessoas.

Neste momento da entrevista, a pergunta a seguir foi óbvia: a resposta para algum desses empresários foi positiva? Chávare já deu o aval para algum jovem talento vir para o Atlético-MG?

"Mais do que um" - respondeu o diretor.

"A equipe principal é o carro chefe"

Com Júnior Chávare, ao que tudo indica, o Atlético-MG fará vários investimentos na base: em monitoramento e captação de atletas,em uma equipe de transição, etc. Apesar disso, o time principal do Galo será, sempre, a prioridade. É o que o novo dirigente garante. Ele diz, inclusive, que conquistas na base podem ser sacrificadas para que o profissional colha mais frutos.

"Uma coisa a torcida do Atlético tem que entender, e peço a compreensão nisso: estamos mudando um conceito de formação. Muitas vezes vamos sacrificar conquistas nos campeonatos de base para priorizar a utilização deles na equipe principal. Isso é inegociável".

- A equipe principal é o carro chefe, é a prioridade. O que eu sei é que a partir de agora o Atlético vai, efetivamente, sintonizar em aproveitar o máximo possível os jogadores de base na equipe principal. Até porque, quanto mais esses jogadores estiverem na equipe principal, mas a equipe principal poderá se dedicar a contratar jogadores com uma condição financeira maior, porque vai estar aproveitando mais a base.

- Isso é uma convicção que eu e a diretoria do Atlético temos: títulos(na base)são consequência. E não tenho o pingo de dúvida que a torcida do Galo vai entender bem isso daí. O que ela mais quer é que o jogador chegue e abasteça a equipe principal com retorno desportivo, que vai permitir conquistas. E, posteriormente, o retorno financeiro. O que é inevitável - concluiu.


Fonte: GloboEsporte.com

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