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Diretor do Cruzeiro reclama de postura do Atlético, lamenta estrutura do Horto e fala em final dificílima

18/04/2019 às 08:15h

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O diretor de futebol do Cruzeiro, Marcelo Djian, disse que o Atlético adotou uma postura de reclamações públicas para pressionar a arbitragem da finalíssima do Campeonato Mineiro, no próximo sábado, às 16h30, no Independência.

Depois do primeiro jogo da final, no último domingo, no Mineirão, o Atlético protestou contra a arbitragem. O diretor de futebol do Atlético, Rui Costa, disparou: "Em um lance capital, o Igor Rabello sofre um golpe de judô ou de jiu-jitsu. Tudo o que ouvimos aqui que poderia demorar, não dura dez segundos, porque termina o jogo. Por que o VAR não foi aplicado? Será que é por que favorecia o Atlético?". O vice do Galo, Lásaro Cândido, também atacou: "Inocentes ainda acreditavam que com o VAR o Atlético não continuaria sendo garfado".  

Segundo Djian, o adversário "está fazendo de tudo para que o árbitro entre pressionado” na decisão de sábado. “Da parte do adversário, isso já começou no pós-jogo no Mineirão mesmo. Mas esperamos que seja um árbitro experiente, eperamos que minimize os erros e que faça uma boa partida e que o vencedor não saia de um lance irregular", disse.

"O Cruzeiro sabe que existem erros a favor e contra, e a gente tem que levar isso em conta. Nós estamos em uma final, com uma pressão dirigida pelo primeiro jogo, com o adversário se dizendo prejudicado e o Cruzeiro beneficiado. Nós não pensamos desta maneira, acho que existiram erros para as duas partes, assim como acertos, e estamos vendo declarações de dirigentes adversários falando que no Independência o VAR vai ser diferente, não vão (árbitros) ter a mesma coragem que tiveram no Mineirão. Acho que o futebol não é isso, e nós esperamos que a arbitragem tenha tranquilidade, serenidade e, principalmente, idoneidade para fazer um bom trabalho, para que o futebol seja ganho dentro de campo. E é isso que o Cruzeiro está esperando desta partida", acrescentou o dirigente.

Apesar de não compactuar com a postura dos dirigentes do Atlético, o Cruzeiro enviou à Federação Mineira de Futebol (FMF) um documento reclamando de lances em que o clube teria sido prejudicado. "Foi enviado um ofício, enviamos um relatório em que nós achamos que a arbitragem não acertou. Acho que é normal, todo clube faz, ainda mais se tratando de uma final", disse.

O próprio Djian fez um relato de jogadas em que o Cruzeiro teria sido lesado pelo árbitro do jogo. "Acho que existem sempre erros a favor e contra. Nós, analisando o nosso lado, o gol do Fred teria que ser validado, porque ele fez um movimento natural. No cabeceio, ele não quis botar a mão na bola, e antes do cabeceio teve a carga do adversário no ombro dele. E o mais interessante é que nenhum adversário reclamou, estavam prontos para dar a saída, e foi um lance interpretativo. No nosso modo de ver, foi um erro. O lance do Dedé também no primeiro tempo, ele foi empurrado por um adversário na área, logo no começo do jogo. Do nosso lado basicamente foi isso", disse Djian, que também reclamou de um lance em que a bola bateu na mão do zagueiro Igor Rabello.

Estrutura do Independência

O dirigente do Cruzeiro reclamou da estrutura do Independência para receber a decisão do Campeonato Mineiro. Djian disse que foi disponibilizado à diretoria celeste um camarote com 17 vagas. A Raposa tentou comprar outra área para receber os funcionários do clube, mas não conseguiu.

"Sempre em clássicos lá, existe dificuldade. Para este jogo temos apenas um camarote de 17 pessoas, tentamos comprar um outro, mas nem pelo estádio nem via Atlético isso foi cedido", disse.

Djian também comentou as polêmicas caixas de som que ficam em frente à torcida visitante no Independência. "Estas caixas de som não estarão lá em frente à torcida do Cruzeiro. Mas nunca é fácil jogar lá, isso faz parte do futebol. Enquanto a federação não cobrar os clubes que fazem isso, não somos nós que vamos conseguir mudar".

Final dificílima

Marcelo Djian acredita em uma final dificílima contra o Atlético. Por ter vencido o jogo da ida por 2 a 1, a Raposa fica com o título com um empate. Uma vitória simples dá o título ao Galo, que tem a vantagem por ter feito a melhor campanha na fase inicial do torneio.

"Nós temos muitos jogadores experientes, mas por mais que tenha isso a gente sabe da ansiedade antes da partida, é manter a calma, procurar entrar no clima da final. No ano passado foram duas partidas distintas, e acho que a gente tem esse exemplo guardado que os dois times que venceram entraram com mais vontade de ganhar nos dois jogos, e não ficar apoiado no regulamento. É tentar ganhar o jogo", frisou.

Fonte: Super Esportes

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