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ATLÉTICO MG

Previsível e sem criatividade, Atlético perde para o Nacional e se complica na Libertadores

13/03/2019 às 08:05h

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O técnico Levir Culpi insistiu: Chará ficaria no banco de reservas. Dessa forma, uma trinca de volantes de origem - com Elias deslocado para a ponta esquerda e Zé Welison e Jair no meio - seria titular. Assim como nas ocasiões anteriores, a formação deu errado. Em noite de pouca criatividade ofensiva nesta terça-feira, o Atlético perdeu para o Nacional-URU por 1 a 0 no estádio Gran Parque Central, pela segunda rodada da Copa Libertadores. O resultado em Montevidéu, capital do Uruguai, complicou de vez a situação da equipe alvinegra no Grupo E.

Lanterna da chave, o Atlético acumula duas derrotas em duas partidas na fase de grupos. Já o Nacional do centroavante Bergessio - autor do gol da vitória nesta terça - venceu as duas, soma seis pontos e lidera o grupo. Nesta quarta-feira, às 19h15, Cerro Porteño-PAR (três pontos) e Zamora-VEN (nenhum ponto) fecham a rodada da chave. As equipes se enfrentam no Estádio La Olla Azulgrana, em Assunção, capital do Paraguai.

Agora, o Atlético volta as atenções para o Campeonato Mineiro. Líder da competição, o time alvinegro recebe o América, no Mineirão, a partir das 16h deste domingo. O próximo compromisso pela Copa Libertadores será apenas no dia 3 de abril, uma quarta-feira, também no Gigante da Pampulha. A equipe receberá o Zamora, pela terceira rodada, às 19h15.

Já o Nacional terá pela frente o Danubio-URU, pela quinta rodada do Torneio Apertura, o primeiro turno do Campeonato Uruguaio. As equipes se enfrentam a partir das 16h30 deste sábado, no Estádio Luis Franzini, em Montevidéu. Pela Libertadores, o próximo compromisso será em 2 de abril, uma terça-feira, às 19h15. Os ‘Bolsos’ visitam o Cerro Porteño, no La Olla Azulgrana.

Mesmo fora de casa, o Atlético conseguia ter a bola. Em 20 minutos, o time visitante havia passado 63% do tempo com a posse. Se por um lado conseguiu evitar uma eventual pressão inicial do Nacional, o desenvolvimento do jogo alvinegro não era capaz de superar as linhas de marcação adversárias.

Refém de brilhos individuais de Cazares e Ricardo Oliveira, o Atlético tinha dificuldade de criar chances claras de gol. Pelo alto, o centroavante subiu mais alto que a zaga e finalizou de cabeça, aos 23’. A bola, entretanto, passou longe da meta defendida pelo goleiro Esteban Conde.

Com dificuldades na transição ofensiva, o Atlético trocava passes principalmente no campo defensivo. Tanto é que, segundo o Foostats, os jogadores alvinegros que mais interagiram entre si foram o zagueiro Igor Rabello e o lateral-esquerdo Fábio Santos. Faltava velocidade e eficiência para quebrar a marcação rival. Restou, portanto, finalizar de longe. Aos 34’, Zé Welison arriscou da intermediária. Durante a trajetória, a bola quicou e venceu Conde, mas parou na trave direita.

O Nacional, por sua vez, tinha ainda mais dificuldades de criar situações de gol, apesar de ter aumentado a posse de bola ao longo da etapa inicial. Num sistema com quatro jogadores na primeira linha - e não três, como em partidas anteriores -, o time uruguaio apostava em subidas pelas pontas e na criatividade - ou a falta dela - de Santiago Rodríguez e Gonzalo Bergessio. O placar, então, seguiu sem alterações.

No segundo tempo, o Atlético seguia com a posse de bola e até conseguia finalizar, mas sem direção. Ricardo Oliveira, de frente para o gol, acertou a trave. A arbitragem, porém, assinalou impedimento. O Nacional melhorou e chegou a avançar as linhas para tentar esboçar uma pressão.

E a melhora dos donos da casa se transformou em castigo para o Atlético. Em mais uma tentativa pelo jogo aéreo, Viña cruzou da esquerda para o experiente Bergessio, aos 26’. O centroavante de 34 anos subiu mais alto que Igor Rabello e testou com firmeza para vencer o goleiro Victor e abrir o placar: 1 a 0.

O técnico Levir Culpi respondeu imediatamente: tirou o volante Jair e o lateral-direito Patric para as entradas do atacante Chará e o também lateral-direito Guga. Com isso, Elias foi deslocado da ponta esquerda para a função de segundo volante. Aos 30’, Ricardo Oliveira avançou, invadiu a área e finalizou sem direção.

As mudanças na formação pouco alteraram o cenário do jogo. O Atlético até passou a ter mais a bola e a tentar rondar a área uruguaia, mas encontrava dificuldades para criar oportunidades de perigo. No fim das contas, derrota sacramentada.

NACIONAL 1 X 0 ATLÉTICO

Fonte: Super Esportes

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