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19/09/2019 às 08:03h

Rodízio no abastecimento de água em Pará de Minas pode voltar caso estiagem se prolongue nas próximas semanas

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O crime ambiental cometido pela empresa Vale do Rio Doce, em Brumadinho, em janeiro, atingiu indiretamente Pará de Minas. Isso porque a lama derivada dos rejeitos da barragem da Mina do Feijão chegou ao Rio Paraopeba, que servia como fonte de captação de água bruta pela concessionária Águas de Pará de Minas.

Desde o dia 29 de janeiro, a empresa não capta mais água do rio e passou a utilizar os mananciais próprios da cidade como o Paciência e Paivas, além dos poços artesianos. Acontece que esses recursos não estão sendo suficientes, e por isso, a concessionária iniciou nesse mês de setembro a captação do reservatório construído pela Vale, que é abastecido pelos ribeirões Moreiras e Cova Danta, na região de Córrego do Barro, que são insuficientes para aguentar a estiagem.

Em entrevista ao JC Notícias, o superintendente da concessionária Águas de Pará de Minas, Rodrigo Maccol informa que atualmente o abastecimento está normalizado na cidade, mas caso a estiagem se prolongue nas próximas semanas, a empresa terá que iniciar campanhas para que os pará-minenses economizem água em suas casas e comércios.

Ainda segundo ele, já existe a preocupação quanto a falta d’água na cidade e o alerta está ligado quanto a um possível rodízio de abastecimento em Pará de Minas:

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O superintende explica que a construção da adutora de captação de água do Rio Pará, há cerca de 50 quilômetros de Pará de Minas, prometida pela empresa Vale após acordo firmado em um TAC – Termo de Ajustamento de Conduta, assinado em 18 de março desse ano, será importante para evitar que o município sofra uma crise hídrica. Segundo ele, a obra ainda não começou:

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Os pará-minenses esperam que a situação não se agrave, já que viveram dois anos de sofrimento entre 2013 e 2015, quando enfrentaram a pior crise hídrica da história do município. Alguns bairros da cidade chegaram a ficar mais de 20 dias sem água e a cidade ficou à beira de um colapso.

Em abril de 2015 a empresa Águas de Pará de Minas assumiu o serviço de abastecimento no lugar da Copasa e, em apenas seis meses, conseguiu trazer para a cidade as águas do Rio Paraopeba, que acabaram contaminadas em janeiro desse ano pelos rejeitos da barragem rompida da mineradora Vale em Brumadinho.

Por Sérgio Viana


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