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29/10/2019 às 10:37h

Guedes ajusta pacote para tentar conter gastos públicos; armas registradas aumentam em 49%

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, entrega ao Congresso, nesta semana, um pacote de reformas para tentar frear os gastos das contas públicas. Dividida em cinco eixos, a iniciativa tem como prioridade a PEC emergencial, uma tentativa de conter o crescimento dos gastos obrigatórios do Orçamento.

Em sua reportagem principal, O Estado de S. Paulo explica quais são os cinco principais projetos de Guedes:

*Reforma administrativa, que mexe com a estabilidade dos novos servidores e reduz carreiras e salário inicial;

*PEC emergencial, que reduz despesas obrigatórias para criar espaço para investimentos;

*PEC “DDD” (desvincular, desindexar e desobrigar – tirar as “amarras” – do Orçamento), que torna as despesas mais flexíveis;

*Pacto federativo, que propõe uma nova divisão de recursos do pré-sal com Estados e municípios;

*Programa de ajuda a Estados, que pretende conceder empréstimos a estados em dificuldade em troca de ajustes.

De acordo com o Estadão, a PEC emergencial é considerada a etapa mais urgente para a equipe econômica, pois visa frear, principalmente, o crescimento dos gastos com pessoal. O objetivo de Guedes e sua equipe é conseguir economizar R$ 27 bilhões.

O matutino paulista lembra que esse conjunto de medidas chega ao Congresso justamente num momento em que o presidente Jair Bolsonaro enfrenta dificuldades para conseguir apoio, inclusive dentro de seu partido, o PSL. “Guedes faz pacote em 5 eixos para conter gastos do governo”, sublinha o título principal do Estadão.

Na sua reportagem principal, O Globo informa que o número de armas de fogo com registro ativo na Polícia Federal ultrapassou, em setembro, o patamar de 1 milhão de unidades. O dado representa uma alta de 49% sobre as 678 mil cadastradas em dezembro de 2018.

Segundo o matutino carioca, esses números incluem registros que haviam expirado e foram renovados, assim como os 36 mil novos armamentos registrados entre janeiro e agosto deste ano. Fica excluída dessa conta a modalidade dos colecionadores, que é de responsabilidade do Exército.

Segundo o Instituto Igarapé, que atua na área de segurança pública, o maior salto ocorreu no mês de junho, época em que Bolsonaro editou decretos flexibilizando a posse de armamentos.

Analistas advertem para o risco de aumento da circulação de armas sem controle devido, como a marcação de munição. “País ultrapassa marca de 1 milhão de armas registradas na PF”, informa a manchete do Globo.

Enquanto a equipe econômica do governo prepara a entrega do pacote ao Legislativo, o presidente Bolsonaro publicou um vídeo, em sua conta no Twitter, em que se comparou a um leão que sofre ameaças de hienas, representadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o PSL, partidos de esquerda, de centro e até de direita, além de veículos de imprensa.

O post teve repercussão negativa, mesmo que Bolsonaro tenha o apagado minutos depois. Na avaliação de congressistas, a mensagem pode atrapalhar o andamento de medidas de interesse do governo na Câmara e no Senado, incluindo o novo pacote de Guedes.

A Folha de S.Paulo lembra que o decano do STF, ministro Celso de Mello, afirmou que “o atrevimento presidencial parece não encontrar limites”. “É imperioso que o senhor presidente da República – que não é um ‘monarca presidencial’, como se o nosso país absurdamente fosse uma selva no qual o leão imperasse com poderes absolutos e ilimitados – saiba que, em uma sociedade civilizada e de perfil democrático, jamais haverá cidadãos livres sem um Poder Judiciário independente como é a magistratura do Brasil”, disse.

A divulgação vídeo aconteceu após a vitória da esquerda nas eleições argentinas e as manifestações de rua no Chile. No texto do post havia um trecho que dizia: “Chile, Argentina, Bolívia, Peru, Equador... Mais que a vida, a nossa liberdade. Brasil acima de tudo! Deus acima de todos!”.

Em sua manchete, a Folha afirma que o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), recebeu o diagnóstico de câncer no trato digestivo com metástase (quando a doença se espalha) no fígado. O prefeito, de 39 anos, terá que passar por sessões de quimioterapia.

Covas foi internado na última quarta-feira (23) com erisipela (infecção de pele). Após o registro de trombose venosa e tromboembolismo nos pulmões, uma investigação mais apurada da equipe médica detectou o tumor. Segundo o matutino paulista, o prefeito disse aos médicos que fica no comando da cidade enquanto for possível.

Caso ele seja obrigado a se afastar, quem assume o posto à frente da capital paulista é o presidente da Câmara de Vereadores, Eduardo Tuma (PSDB).

Fonte: G1


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