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23/10/2018 às 11:49h

'Não tem nenhuma estatal no meu radar para ser vendida', diz Fernando Haddad

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O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (22) não ter "no radar" alguma empresa estatal para ser privatizada caso seja eleito.

Haddad deu a declaração ao programa Roda Viva (TV Cultura) após ser questionado sobre se pretende privatizar alguma estatal.

Questionado, então, sobre se "nem a estatal do trem-bala", Haddad respondeu que será possível "enxugar", "fundir algumas" e fazer "rearranjos" num eventual governo.

"O meu adversário [Jair Bolsonaro] é capaz de dizer que vai vender todas as estatais criadas pelo PT. Eu criei uma, que gerencia os 47 hospitais universários. Hoje, os hospitais estão debaixo do guarda-chuva de uma empresa para fazer gestão empresarial, ganhando eficiência. Melhorou enormemente a questão dos hospitais universitários! Você vai vender a empresa dos hospitais universitários para quem? As universidades vão ter cenário de prática aonde? Vai alugar leito hospitalar para capacitar médicos? São ideias de quem desconhece completamente a máquina pública".

Em parte da entrevista, Haddad fez críticas ao candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro. Disse, por exemplo, que o adversário "não tem cultura democrática".

Antes de a entrevista começar, o mediador do programa informou que a emissora convidou Bolsonaro, mas o candidato recusou participar.

Durante a entrevista ao Roda Viva, Haddad afirmou que o subsídio concedido pelo governo desde maio para reduzir o preço do óleo diesel será diminuído.

Afirmou ainda que, se eleito, o governo dará subsídio para reduzir o preço do gás de cozinha.

"Não tem sentido você dar um subsídio de R$ 13 bilhões a 15 bilhões para o diesel e não dar de R$ 4 bilhões para o gás de cozinha, sendo que as famílias pobres estão fugindo do gás e indo para a lenha", afirmou.

Haddad também disse que negociará com os caminhoneiros uma tabela de frete que seja "compatível" com as necessidades da categoria.

Ainda na entrevista, Haddad voltou a defender a reforma bancária, afirmando que o Brasil precisa se tornar uma "sociedade capitalista moderna".

"O Banco Central vai ter que fazer, no meu governo, a reforma bancária. Não vai ser capturado por banco mais. Porque o Banco Central hoje, que falam que é independente, na verdade, do mercado, ele não tem independência nenhuma. Ele sempre foi capturado pelo interesse dos bancos. A gente queria dizer isso que, além de controlar a inflação, pela Selic, que é o instrumento que ele tem de controle da inflação, o Banco Central, no meu governo, terá a obrigação de apresentar ao país a reforma bancária que nunca apresentou", declarou.

Fonte: G1

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