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14/08/2019 às 10:04h

Secretário fala sobre a situação da distribuição de medicamentos em audiência pública

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A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES) levou, nesta terça-feira, à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), informações sobre a distribuição de medicamentos imunossupressores no estado. Na oportunidade, o secretário Carlos Eduardo Amaral  abordou a situação financeira de Minas e ressaltou que, mesmo com o cenário difícil, a SES tem buscado alternativas para organizar a área da saúde e normalizar a entrega de medicamentos.

“Mesmo diante da crise financeira em que o Estado se encontra, para iniciar a organização dos pagamentos que estavam pendentes, buscamos priorizar os repasses para as Urgências e Emergências e medicamentos. Nos meses de março e abril deste ano, conversamos com os fornecedores e, naquele momento, com a baixa credibilidade em que a SES se encontrava, a maioria deles não aceitou voltar a fornecer ao Estado", disse o secretário, durante a audiência pública convocada pela Comissão da Saúde da ALMG.

De maio até agora, segundo Carlos Eduardo, o Governo de Minas vem cumprimento rigorosamente os pagamentos e recuperando a credibilidade da secretaria. "Hoje, a maior parte deles já voltou a entregar medicamentos para a SES. Isso demonstra o nosso compromisso em normalizar essa situação e permitir que esses medicamentos cheguem até as pessoas que necessitam”, explicou.

Ainda de acordo com o secretário, dos medicamentos imunossupressores que são fornecidos pelo SES, neste mês, apenas um item não teve o quantitativo total entregue. Os outros itens restantes dispensados estão com estoques normalizados.

“Do cenário que pegamos, quando iniciamos a nossa gestão, para os dias atuais, temos avançado e muito, pois estamos conseguindo resolver, principalmente, os problemas de abastecimento dos medicamentos. No início da gestão, de todos os medicamentos que a SES distribuía em todo o estado, apenas 25% estavam com estoque normalizados. Hoje, os estoques chegam a 80% dos medicamentos gerais. A nossa meta é, num futuro próximo, colocar os repasses aos programas do Estado em dia e destinar R$ 15 milhões por mês para investir em medicamentos, para que a população não fique sem medicamentos e, também, repassar valores aos municípios”, complementou.

Entre os desafios de manter os repasses e investimentos na área, o secretário Carlos Eduardo reforçou a questão da judicialização em saúde, que consome uma parte dos recursos da SES.

“Os valores para atender à judicialização saem da Saúde e não dependem da minha gestão. Temos que cumprir a determinação judicial. Em 2018, foram R$ 394 milhões do orçamento da Saúde para demandas judiciais. O valor equivale a dois orçamentos para a compra de medicamentos. A nossa ideia é diminuir esses processos, pois entendemos que a judicialização é um sintoma de problemas que a secretaria tem. Resolvendo isso e diminuindo essas ações, conseguimos manter os investimentos e a tendência é melhorar essa situação em nosso estado”, concluiu.

Além do secretário de Estado de Saúde, também participaram da reunião o presidente da Comissão de Saúde da ALMG, deputado Carlos Pimenta, o diretor-geral do MG Transplantes, Omar Lopes Júnior, o diretor do Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de MG, Renato Barros, entre outros.


Fonte: Agência Minas


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