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13/09/2017 às 08:26h

Baixa umidade do ar deixa cidades de Minas de atenção e exige cuidados com a saúde

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Com a umidade relativa do ar nos últimos dias igual ou inferior a 30%, e a previsão de que continuará baixa nas próximas semanas, Belo Horizonte e diversas cidades do interior de Minas Gerais estão em estado de atenção. Pelos padrões da Organização Mundial de Saúde (OMS), a umidade relativa do ar ideal é de 60%. Inclusive, a OMS recomenda que seja decretado estado de atenção, quando os índices ficam entre 20 e 30%, e estado de emergência, se registrada umidade relativa do ar entre 12 e 20%.

Embora todos sofram com a baixa umidade, a pediatra explica que as crianças menores de cinco anos e idosos são os mais vulneráveis. Por essa razão, para reduzir as consequências do tempo seco, a médica que trabalha na unidade da Rede Fhemig recomenda alguns cuidados simples, que podem amenizar ou melhorar essas reações incômodas.

- Beber bastante líquido, água, sucos naturais, água de coco e alimentação com verduras e frutas suculentas;
- Manter a casa limpa principalmente para pacientes alérgicos. Passar pano úmido no chão e móveis diariamente;
- Ambientes podem ser umidificados com toalhas molhadas, reservatório com água ou uso de umidificadores. Estes devem ser higienizados diariamente e devem ser mantidos ligados apenas no período em que a pessoa estiver no ambiente. O uso contínuo pode favorecer crescimento de ácaros e mofo piorando doenças alérgicas;
- Lubrificar os olhos e nariz com soro fisiológico sempre que sentir ressecados;
- Cuidados com a pele também são essenciais. O uso de hidratantes hipoalergênicos atenua o ressecamento da pele. Evitar banhos quentes e prolongados (menos de 10 minutos), não abusar dos sabonetes (os líquidos ressecam menos) e não usar buchas;
- A prática de esportes deve ser feita antes das 10h ou após 16h. Quando praticadas ao ar livre, o uso de protetor solar é essencial;
- O clima seco favorece formação de queimadas. Nesse caso, a orientação é que as pessoas não queimem resíduos como folhas secas, pneus e outros objetos nas ruas e terrenos dentro da cidade, pois tal prática piora ainda mais a qualidade do ar e ocasiona maior dano à saúde.

Segundo a pediatra do Hospital João XXIII, Gena Lamy Lima, as consequências do tempo seco para a saúde são ardência e ressecamento dos olhos, boca e nariz, favorecendo atuação de agentes infecciosos como vírus e bactérias e agravamento de doenças respiratórias. As principais doenças que se manifestam neste período são infecções de vias aéreas, como rinites, sinusites, pneumonias e asma.

Fonte: Agência Minas

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