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05/04/2019 às 08:19h

Má alimentação mata mais que cigarro e pressão alta

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Pesquisa feita por universidade norte-americana indica aumento no número de óbitos em decorrência de dietas desregradas, ricas em sódio e gordura, e pobres em grãos integrais e legumes Novo estudo do Instituto de Medição e Avaliação da Saúde da Universidade de Washington (Health Metrics and Evaluation) aponta que a má alimentação vem causando mais mortes do que o tabaco e casos de hipertensão arterial. Os vilões, como já notificado anteriormente, são os excessos no consumo das chamadas gorduras ruins e açúcares e o deficit na ingestão de grãos integrais, legumes e frutas.

As dietas desregradas são, atualmente, responsável por uma em cada cinco mortes no mundo, segundo o estudo, comandado pelo professor assistente na universidade, Ashkan Afshin. “Uma dieta pobre é um assassino em pontencial”, diz o cientista. “Nós somos o que comemos, e os riscos afetam as pessoas sem limites demográficos, incluindo idade, sexo e status econômico”, explica. Segundo os cientistas, os maus hábitos alimentares foram responsáveis por quase 11 milhões de mortes, o equivalente a 22% do total de óbitos entre adultos em 2017, vítimas de complicações cardíacas, seguido de cânceres e diabetes. Em comparação, o tabaco foi associado a 8 milhões de mortes e os óbitos relacionados à alta pressão arterial, 10,4 milhões.

Expectativa de vida

No estudo, há também números referentes à Expectativa de Vida Corrigida por Incapacidade (EVCI), que indica o número de anos que um indivíduo pode viver de forma saudável, sem limitações. O indicador é calculado até os 65 anos, levando em conta dados de mortalidade, limitações físicas e de institucionalização. O impacto nutricional individual varia entre os países e fatores como baixa ingestão de grãos integrais, frutas e alto consumo de sódio, por exemplo, que foram responsáveis por mais de 50% das mortes relacionadas à dieta e 66% de EVCIs. Os outros 50% de morte e 34% de EVCIs, em decorrência da má alimentação, foram atribuídos ao alto consumo de carne vermelha, carnes processadas, bebidas adoçadas com açúcar, gorduras trans entre outros alimentos. “Estamos destacando o impacto do baixo consumo de alimentos saudáveis, em comparação com o maior consumo de alimentos não saudáveis”, disse Afshin.

“Políticas alimentares focadas na promoção da alimentação saudável podem ter um efeito mais benéfico do que as políticas que defendem os alimentos não saudáveis.” Afshin destaca, ainda, que há uma necessidade urgente de mudanças na produção de alimentos, desde o cultivo, o processamento, passando pela embalagem e a comercialização. “Nossa pesquisa encontra a necessidade de uma intervenção abrangente do sistema alimentar para promover a produção, distribuição e consumo de alimentos saudáveis entre as nações”, ressalta.

O professor Walter Willett, coautor do estudo, observou que os resultados são consistentes com um recente resumo de ensaios clínicos que documentam benefícios em fatores de risco para doenças cardiovasculares, substituindo a carne vermelha por fontes vegetais de proteína. “A adoção de dietas que priorizam os alimentos à base de soja, feijão e outras fontes vegetais saudáveis de proteína terá importantes benefícios para a saúde humana e planetária”, diz Willett.

A avaliação mostra que os principais fatores de risco que resultam em morte são dietas ricas em sódio, pobres em grãos integrais, pobres em frutas e vegetais, pobres em nozes e sementes. Cada um deles representa mais de 2% de todas as mortes no mundo. Entre os 20 países mais populosos do mundo, o Egito teve a maior taxa de mortes relacionadas à dieta (552 por 100 mil) e EVCIs (11.837 por 100 mil) em 2017; O Japão teve a menor taxa de mortes relacionadas à dieta (97 por 100 mil) e EVI’s (2.300 por 100 mil).

Fonte: em.com.br

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