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26/04/2018 às 09:18h

Ponto G: nova cirurgia promete aumentar a satisfação sexual

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O ponto G, uma zona erógena na região vaginal conhecida por produzir orgasmos intensos quando estimulada, ainda é considerada por muitos especialistas e leigos como um “mito”. Mas, segundo informações da revistaNew Scientist, a importância para a vida sexual das mulheres é tão significativa que um procedimento cirúrgico foi desenvolvido para melhorar a sensibilidade da área e aumentar a satisfação sexual.

A cirurgia foi feita em três mulheres que disseram ter perdido a capacidade de atingir o orgasmo por estimulação vaginal depois de terem dado à luz. O procedimento, apelidado de spotplastia G,foi realizado por Adam Ostrzenski, cirurgião ginecológico americano que, em 2012, afirmou ter identificado o ponto G em um cadáver de uma mulher de 83 anos. De acordo com suas observações, o ponto G é um saco bem definido na parede vaginal frontal, que pode ser encontrado a poucos centímetros da abertura da vagina.

Entretanto, depois de sua descoberta, nenhum outro estudo foi capaz de produzir evidências conclusivas da existência dessa zona erógena.

Os resultados da cirurgia

A cirurgia, que utiliza apenas anestésico local e sedativo, consiste na retirada de um pequeno pedaço de tecido com formato de diamante, localizado no ponto G. Assim que esse tecido é removido, a parede da vagina é costurada novamente, tornando-a mais apertada. As três mulheres passaram pelo processo de remoção em 2013 e suas experiências foram acompanhadas e registradas nos anos seguintes.

Após o procedimento, as pacientes garantiram ter recuperado a capacidade de atingir o orgasmo vaginal – sem estimulação do clitóris – e passaram a ter relações sexuais com maior frequência. No entanto, como não houve placebo no estudo, a equipe não pode afirmar se as mesmas melhorias teriam acontecido ao longo do tempo sem a cirurgia.

Segundo Devan Stahl, professora de Ética Clínica da Universidade Estadual do Michigan, nos Estados Unidos, ainda há um debate considerável sobre o ponto G. “Há pesquisadores que acreditam que não existe, outros que pensam que pode existir, mas apenas para algumas mulheres; e outros que acham não ser um único ‘ponto’ ou estrutura anatômica, mas sim um complexo de estruturas anatômicas variadas”, disse aNew Scientist.

Fonte: veja.com

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