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20/10/2017 às 10:57h

'Destiny 2' quer construir um mundo que inspire o companheirismo, diz produtor

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Você pode até curtir jogar sozinho. Ou não ter paciência (e com razão) para os ambientes muitas vezes tóxicos dos games online. E "Destiny 2" vai tentar cumprir seu papel com dignidade nessa seara com um modo história desenhado a partir do feedback do primeiro jogo.

Mas não tem jeito. O foco da sequência do jogo de tiro com RPG da Bungie, criadora da série "Halo", é promover a união dos povos. A "broderagem" a favor de um bem comum bastante necessário: obliterar monstros intergaláticos que ameaçam destruir a bola branca que protege o que restou da humanidade. "O game inteiro foi construído em torno da comunidade. A comunidade é o produto final", diz David Dague, gerente da comunidade de "Destiny 2".

"Jogar 'Destiny 2' sozinho é divertido e tentamos oferecer a esses jogadores várias formas de curtir o confronto. A campanha é uma experiência melhor e tem uma grande história, um mundo fantástico. E há várias atividades diferentes, como os setores perdidos. Mas não criamos um game para ser jogado sozinho", ele diz.

"Queremos construir um mundo que inspire o companheirismo. Seja com um clã que está introduzindo novos jogadores nas atividades mais difíceis. Seja com um bando de gente dançando junto depois de um evento público. Existem tantas oportunidades para cooperação, interações sociais e expressões de criatividade", afirma David Dague, da Bungie.

Chega de 'forever alone'

Nem sempre foi assim. Um dos grandes problemas do "Destiny" original é o abismo de conteúdo, e não só de habilidade, que se formou entre os solitários e quem tinha amigos online no game – ou apenas mais disposição em buscar parceiros na selva da internet. Os Assaltos do Anoitecer e as Incursões, tarefas com os itens mais poderosos, só podiam ser jogadas por grupos previamente organizados.

"Destiny" não organiza essas partidas entre desconhecidos por conta da dificuldade e da necessidade de entrosamento. E não é mentira, as missões são cabeludas. Mas isso acabou trancando a melhor parte do game para quem não tinha com quem jogar online.

A tentativa de resolver a questão e promover o tal do companheirismo em "Destiny 2" é a nova área de Jogos Guiados, em que veteranos dispõem de até duas vagas na equipe para guiar novatos pelas atividades mais trabalhosas.

"Acreditamos que os Jogos Guiados sejam até mais efetivos que o 'matchmaking' [sistema que organiza partidas entre pessoas aleatórias]. E uma ótima forma de convocar recrutas. As pessoas podem interagir nas redes sociais, mas quando entram no jogo e ouvem as vozes dos outros, e precisam trabalhar juntos para superar os desafios, é aí que as relações são formadas", diz o produtor.

Fonte: G1

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