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Presente de grego: Cruzeiro recebe o Cuiabá em ‘lugar maldito’ de sua história antes do aniversário

29/12/2020 às 08:56h

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O presidente do Cruzeiro, Sérgio Santos Rodrigues, já tinha dado o recado: o Cruzeiro não volta para o Mineirão enquanto a pandemia perdurar, por conta da situação financeira vivida pelo clube. Com isso, o Independência passou a ser a nova casa celeste. Um cenário que ganha outra conotação nesta terça-feira (29), a partir das 21h30. Contra o Cuiabá, na Arena do Horto, historicamente conhecida como um “lugar maldito” para a história estrelada, a Raposa fará seu último jogo antes de seu centenário, numa partida de Série B que, emblematicamente, já pode ser considerada um “presente de grego”.

Sem condições de se “bancar” no Gigante da Pampulha, o Cruzeiro precisou fazer suas malas e deixar o local onde alcançou várias das maiores conquistas de sua trajetória. As grandes batalhas travadas e vencidas no estádio fizeram a China Azul apelidar o lugar, após a reforma de 2010 a 2012, de “Toca III”, nome que, inclusive, chegou a ser reconhecido pela franquia Pro Evolution Soccer (PES), na versão do game de 2019, por torcidas adversárias e por jogadores como Gabriel Jesus.

Só que o Mineirão não faz parte da prioridade do ano do centenário cruzeirense. E o duelo com o Cuiabá vem para reforçar essa triste realidade aos torcedores. A ida para o Independência (na condição de mandante), na verdade, se deu no jogo contra o CSA, no dia 15 de dezembro, e que terminou em 1 a 1. Um novo revés nesta terça pode representar, praticamente, o fim do sonho do acesso.

‘Lar, amargo lar’

O Independência abrange momentos gloriosos para América e Atlético. Para o Cruzeiro não é bem assim. Inaugurado em 1950, como uma das sedes da Copa do Mundo daquele ano, o estádio do Horto se tornou a principal casa do futebol mineiro antes da Era Mineirão, iniciada em 1965.

Durante aquele período, foram 15 Campeonatos Mineiros, sendo que o Atlético venceu nove (1950, 1952, 1953, 1954, 1955, 1956, 1958, 1962 e 1963), e o Cruzeiro, quatro (1956, 1969, 1960 e 1961). Com uma conquista aparecem Villa Nova (1951), América (1957) e Siderúrgica (1964). O título de 1956 foi dividido entre celestes e alvinegros.

Além disso, o Indepa se tornou um lugar místico para o arquirrival de 2012 para cá, onde eram proferidos lemas como “Caiu no Horto, tá morto”. Foi lá, inclusive, que o Galo largou na frente, por 2 a 0, na disputa da final da Copa do Brasil de 2014, contra a Raposa, em título consolidado no Mineirão, com novo triunfo por 1 a 0.

O objetivo do Cruzeiro é mudar sua história na Série B a partir desta terça. E, para isso, também alterar também sua trajetória no Independência.

CRUZEIRO X CUIABÁ

Fonte: Super Esportes

Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro

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