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Rogério Ceni diz que não recebeu um centavo do Cruzeiro e crava: 'Se eu tivesse ficado, não iria para a Série B'

18/09/2020 às 08:30h

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Rogério Ceni será o convidado do programa Bola da Vez, da ESPN, no próximo sábado, às 23h, e dará detalhes da passagem conturbada pelo Cruzeiro no ano passado. Em declarações já divulgadas pela emissora, o treinador de 47 anos separa bem o que é o clube e as pessoas que o comandaram. Apesar de grande admiração pela instituição, ele lamenta que, até hoje, não tenha recebido nenhum centavo pelo trabalho que executou entre 11 de agosto e 27 de setembro de 2019. Ainda assim, preferiu não ir à Justiça. Ceni ainda lamentou muito a queda à Série B e afirmou que, se tivesse ficado na Toca da Raposa II, teria conseguido evitá-la.

“Lamento muito não conseguir ajudar, mas uma coisa eu te digo: se eu tivesse ficado, com as mudanças que estavam sendo implementadas, o Cruzeiro não iria para a Série B. Isso eu garanto para você. Eu acho que o Cruzeiro conseguiria escapar da zona do rebaixamento”, disse o treinador, atualmente no Fortaleza.

Trabalhou e não recebeu


O treinador lembrou ainda que teve grande prejuízo financeiro na passagem pelo Cruzeiro por ter assumido gastos na saída do Fortaleza e por jamais ter recebido um centavo na gestão de Wagner Pires de Sá. Nem mesmo o Conselho Gestor e a atual gestão, de Sérgio Santos Rodrigues, teriam o procurado para um acordo.

“Além do que eu paguei para trabalhar no Cruzeiro, é bom esclarecer isso. Eu gastei muito dinheiro para ir para Minas e nunca recebi um centavo por um dia de trabalho até hoje. Nunca entrei na justiça contra ninguém, não gosto disso, mas isso é muito triste, não receber uma ligação sequer. Absolutamente nada. Eu fico triste porque é um grande clube, mas eu gastei dinheiro! Paguei rescisão contratual de onde eu morava, rescisão contratual de onde eu aluguei imóvel, mais transferência, carro etc”, contou Ceni.

A reportagem pediu um posicionamento à atual gestão do Cruzeiro sobre a afirmação de Ceni.

Rebaixamento

O treinador atribuiu o rebaixamento do Cruzeiro aos dirigentes e não a treinadores e jogadores. Na campanha da queda, o clube ainda foi comandado por Mano Menezes, Abel Braga e Adilson Batista. “Eu digo: os maiores culpados, ou melhor, uma pessoa em especial é culpada, que foi quem dirigiu o clube, não os jogadores”.

“Cruzeiro é um belíssimo lugar para se trabalhar, é uma pena o que fizeram com o Cruzeiro. Ele sempre foi um time que eu tinha muita sorte quando eu jogava, nos confrontos eu fazia gols, mas eu tinha muita admiração pelo clube. Além da camisa, que eu acho muito bonito esse tom de azul. Mas infelizmente lá no Cruzeiro quem administrou naquele tempo não soube lidar. Acho que o Cruzeiro vai ter sérias dificuldades, mas continua sendo um grande clube. Fui muito recebido, adoro os funcionários de lá, fui muito bem tratado. Morei dentro do CT 21 dias para entender como tudo funcionava. Quando eu entendi como tudo funcionava eu mudei para uma casa, aí eu entendi que não ia funcionar muito”, concluiu Rogério Ceni.

Outros trechos estarão na edição do Bola da Vez de sábado, dia 19, às 23h.

Passagem pelo Cruzeiro

Ceni comandou o time celeste em oito partidas, com quatro derrotas, duas vitórias e dois empates. Foram exatos 46 dias à frente do Cruzeiro.

Rogério Ceni iniciou sua trajetória no Cruzeiro com bons resultados. A Raposa vinha de uma sequência de uma vitória em 18 jogos com o técnico Mano Menezes. Logo na estreia de Ceni, o time venceu o Santos por 2 a 0, no Mineirão. Depois, empatou com o CSA por 1 a 1, no Rei Pelé, em Maceió. Na sequência, bateu o Vasco, no Gigante da Pampulha, por 1 a 0.  O futebol não era brilhante, mas, enfim, o time voltava a somar pontos no Campeonato Brasileiro.

Começo dos desentendimentos

A primeira derrota também trouxe a público o descontentamento de um dos principais atletas do elenco. Thiago Neves expôs o treinador após a goleada sofrida pelo Internacional por 3 a 0, no Beira-Rio, pela semifinal da Copa do Brasil, no dia 4 de setembro. O armador disparou contra as mudanças promovidas pelo técnico Rogério Ceni na escalação do time.
 
Ceni improvisou Jadson na lateral direita, preterindo Edilson, substituto imediato de Orejuela, que estava com a Seleção Colombiana. Ainda na linha de defesa, optou por manter Fabrício Bruno, deixando Leo no banco de reservas. Na etapa final, ao perder Dedé, por lesão, o treinador chamou Ariel Cabral e deslocou Henrique para a defesa.

Fonte: Super Esportes

Foto: Juarez Rodrigues/EM

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