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10/06/2015

Corpos de piloto e copiloto mortos em acidente com avião em BH são liberados

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Dois corpos foram liberados, dentre os três mortos no acidente com o avião bimotor King Air que caiu na tarde de domingo (7), no bairro Minaslândia, na região Norte de Belo Horizonte, após decolar no Aeroporto da Pampulha. Os restos mortais de Gustavo de Toledo Guimarães, o copiloto, seguiu para a Funerária Bom Jesus. Os trabalhos de identificação do corpo de Emerson Thomazini, o piloto, também foram concluídos, porém, a família ainda não finalizou a retirada do Instituto Médico Legal (IML). O corpo de Carlos Eduardo de Abreu, carona, depende de novos exames para liberação.

Na segunda-feira (8), os peritos conseguiram encontrar a caixa-preta do avião, que foi enviada ao Ministério da Aeronáutica, em Brasília. O equipamento, danificado, estava no terreno da rua São Sebastião, número 105, onde caiu a aeronave, atingindo três residências, que foram interditadas pela Defesa Civil Municipal.

De acordo com o major Raphael Vargas, coordenador das investigações do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) , a caixa-preta só grava o áudio, mas deve permitir saber o que houve antes e durante a decolagem da aeronave. Vargas considera remota a tentativa de pousar, com a aeronave em total descontrole, como mostram imagens feitas por pilotos e moradores da Pampulha, veiculadas pelas redes sociais na internet.

Durante todo o dia, quatro peritos do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa III) - braço da Força Aérea Brasileira (FAB) e um da Polícia Civil participaram da remoção dos destroços da aeronave, pertencente ao grupo Montesanto Tavares Participações e Empreendimentos, que reúne oito empresas.

Embora não se tenha a informação exata sobre as causas do acidente, palpites indicam que a perda de controle da aeronave se deu devido ao efeito stall, ou seja, o avião deixou de ter sustentação. Isso ocorreu, segundo pilotos, porque ao usar a decolagem americana, o piloto do King Air C90 não teria nivelado o equipamento antes de os motores perderem força.

"A decolagem americana é gostoso de fazer, mas não é a decolagem que o piloto faz com passageiros a bordo. É uma manobra esportiva, muito usada na guerra", afirma o técnico de manutenção de aeronaves e piloto Francisco Pio, diretor da Starflight Escola de Aviação Civil. Segundo ele, no caso, o avião subiu quase na vertical. "O piloto puxou manche com muita força, o nariz do avião subiu. O piloto tentou voltar, não conseguiu. É uma possibilidade. Quem vai dizer é o Cenipa", argumenta.

Segundo ele, o modelo é um avião muito seguro. "A fabricante é boa, os motores são bons. O acidente pode ter sido um erro de operação ou de manuntenção. Quando puxou demais o profundor (respnsável pela angulação da aeronave), ele travou com o avião numa posição de quase 90 graus. Isso pode ter levado à queda da aeronave".

Francisco Pio disse que conhecia bem o piloto Emerson Tomazini. "Ele tinha hora elevada. Pela habilidade do piloto, acho difícil ter havido falha dele". Para o técnico, pode ter havido pane no comando eletrico do profundor. "Esse dispositivo tem comando manual e elétrico, sendo usado para pouso e decolagem. O profundor pode ser comandado através do piloto automático. Pode ter travado na posição de subida, já houve caso semelhante".

Polícia abre inquérito
A Polícia Civil também vai abrir inquérito para investigar as circunstâncias da morte dos três ocupantes, informou o delegado de Operações Aéreas da Polícia Civil, Ramon Sandoli, que participou do trabalho de remoção dos destroços da aeronave. Ele explicou que o papel da Polícia Civil no momento era de acompanhar e apoiar o trabalho dos peritos do Cenipa, mas adiantou que será faberto um inquérito paralelo para apurar as causas das mortes violentas dos três ocupantes do bimotor.


"O Cenipa vai reconstituir o que ocorreu desde antes da decolagem. Se houve decolagem arriscada, as investigações do Cenipa é que vão dizer", disse Sandoli. Ele informou que tanto a aeronave quanto os piolotos estavam regulares, sem nenhum impedimento de voar. O delegado assinalou que uma das vítimas, Gustavo Toledo, era policial civil e um dos pilotos do King Airt C90. Segundo ele, Toledo tinha "vasta experiência nesse tipo de aeronave".

Indagado sobre quem pilotava o avião e se era usual um policial civil fazer esse tipo de trabalho para uma empresa, Sandoli foi taxativo: "Estamos apenas no início (das investigações). Não temos condições de afirmar nada. Cabe ao Cenipa verificar se outra pessoa estranha poderia estar pilotando". O órgão do Ministério da Aeronáutica requisitou as imagens feitas da torre de comando do aeroporto da P

Fonte: Hoje em Dia

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