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16/04/2015

Cunhada de João Vaccari Neto é considerada foragida

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A cunhada do tesoureiro afastado do Partido dos Trabalhadores (PT) João Vaccari Neto, Marice Correa de Lima, é considerada foragida a partir desta quinta-feira (16). A informação foi confirmada ao G1 pela Polícia Federal (PF) nesta manhã. Marice teve um mandado de prisão temporária expedido na quarta-feira (15) quando foi deflagrada a 12ª fase da Operação Lava Jato. Vaccari Neto foi preso na casa dele em São Paulo e já está na carceragem da PF.

O mandado de prisão temporária tem prazo de cinco dias e pode ser prorrogado pelo mesmo período. A data passa a valer a partir da prisão. Durante a operação, a PF também cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa de Marice e apreendeu vários documentos.

Vaccari foi denunciado pelo Ministério Público Federal por ser suspeito de participar de reuniões com o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque para tratar de pagamentos de propina, que era paga por meio de doações oficiais de empreiteiras ao PT.

O MPF aponta que foram 24 doações em 18 meses, no valor de R$ 4,260 milhões. Contudo, tanto a Polícia Federal, quanto o MPF dizem não ser possível afirmar quanto foi de fato foi doado e quanto foi arrecada de forma ilícita.

De acordo com as investigações do Ministério Público Federal (MPF), Marice é suspeita de ser destinatária do dinheiro do esquema de corrupção. Ela teria adquirido um apartamento por R$ 200 mil e o vendido para a empresa OAS por R$ 400 mil, conforme as investigações. Este mesmo imóvel, teria sido vendido pela empreiteira por um valor menor. “Aparentemente é uma operação típica de lavagem de dinheiro”, disse o Ministério Público Federal Carlos Fernando dos Santos Lima.

Logo após chegar na carceragem, em Curitiba, Vaccari foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) para fazer o exame de Corpo de Delito.

Contra a esposa dele, Giselda Rousie de Lima, havia um mandado de condução coercitiva. Ela foi ouvida em casa. De acordo com a Polícia Federal, o depoimento não foi proveitoso, ou seja, nada acrescentou à investigação.

A Operação Lava Jato foi deflagrada pela PF em março e 2014 e investiga um esquema  bilionário de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A última fase da operação foi deflagrada na última sexta-feira (10) e prendeu sete pessoas. Entre elas três ex-deputados federais: André Vargas, Luiz Argôlo (SDD-BA) e Pedro Corrêa (PP-PE). A PF informou que eles vão prestar depoimento  a partir desta quinta-feira.

Papel semelhante ao de Youssef

Em entrevista coletiva, a PF informou que Vaccari é suspeito de ter papel semelhante ao do doleiro Alberto Youssef no esquema de corrupção, desvio e lavagem de dinheiro na Estatal. Desde que surgiram as denúncias, no ano passado, Vaccari tem negado a participação dele e de familiares no esquema.

De acordo com as investigações, o tesoureiro preso está envolvido nos crimes de desvio de dinheiro na Petrobras, possivelmente, desde 2004. A polícia afirmou que a reiteração de práticas criminosas por parte do tesoureiro tem tom de desafio às instituições e de desrespeito à Justiça.

Ao chegar em Curitiba, Vaccari entrou pela porta principal da Polícia Federal em um carro escoltado pelos policiais. Como o mandado contra ele é de prisão preventiva, não há prazo para expirar. Até esta quinta-feira não havia data definida para o depoimento dele.

Fonte: G1

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