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26/04/2018 às 09:10h

Confiança da indústria e de serviços também tem queda em abril, aponta FGV

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A confiança da indústria do Brasil recuou em abril do nível mais alto em cerca de 4 anos e meio, com uma piora das expectativas para os próximos meses, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira (26).

O Índice da Confiança da Indústria (ICI) caiu 0,7 ponto e chegou a 101,0 pontos em abril na comparação com março, quando havia atingido o nível mais alto desde agosto de 2013.

"Com relativa estabilidade nas avaliações sobre o momento presente e piora nas expectativas, o setor parece reagir ao ritmo mais lento do que o esperado na recuperação da economia e ao aumento da incerteza associado à proximidade das eleições", explicou em nota a coordenadora da Sondagem da Indústria da FGV/IBRE, Tabi Thuler Santos.

Entretanto, ela explicou que, com o índice permanecendo acima dos 100 pontos e após nove altas consecutivas, a queda do ICI em abril não é suficiente para alterar a trajetória da confiança industrial.

O Índice de Expectativas (IE) registrou no mês queda de 1,3 ponto e foi a 101,5 pontos, pressionado principalmente pelas expectativas com a evolução do pessoal ocupado nos três meses seguintes.

Já o Índice da Situação Atual (ISA) caiu 0,1 ponto em abril e chegou a 100,5 pontos, com piora na percepção sobre o nível de estoques.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada em abril aumentou 0,4 ponto percentual sobre março e alcançou 76,5%, patamar mais elevado desde maio de 2015 (76,6 por cento).

A produção industrial brasileira cresceu 0,2% em fevereiro sobre o mês anterior, mas teve o resultado mais fraco para o mês em dois anos, com perdas na fabricação de bens intermediários e de consumo semiduráveis e não duráveis, de acordo com dados do IBGE.

Confiança de serviços também piora

Nesta quinta-feira, a FGV informou ainda que a confiança de serviços piorou em abril também devido à piora das expectativas, acompanhando o movimento já registrado entre os consumidores, comércio e construção.

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) chegou a 91,2 pontos em abril depois de recuar 0,2 ponto.

"Foram as perspectivas para a evolução do ambiente de negócios nos próximos seis meses que concentraram a pressão negativa sobre o resultado de abril. No contexto atual, de recuperação gradual do ritmo de atividade, o processo eleitoral pode estar contribuindo para a maior volatilidade das expectativas", disse o consultor da FGV Silvio Sales.

O Índice de Expectativas (IE-S) recuou 0,8 ponto, influenciado pelo indicador de tendências dos negócios. O Índice da Situação Atual (ISA-S) teve variação positiva de 0,4 ponto no período, para 87,2 pontos, ajudado pelo indicador que mede o grau de satisfação com o volume de demanda atual.

A leitura de serviços acompanha a piora vista na confiança do consumidor, que em abril recuou 0,7 ponto, a 101 pontos.

Na véspera, FGV já tinha apontado recuo na confiança do comércio e da construção. No comércio, a queda em abril foi a primeira queda depois de sete altas consecutivas.

O Brasil vem mostrando dificuldade em engatar um ritmo consistente de recuperação no início deste ano, mesmo em um ambiente de inflação e juros baixos, o que afeta os consumidores em meio ao desemprego ainda elevado.

Os analistas do mercado financeiro reduziram a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018, de crescimento de 2,76% para 2,75%, segundo a última pesquisa focus do Banco Central. Foi a quarta queda seguida do indicador. Para o ano que vem, a expectativa do mercado para expansão da economia continua em 3%.

Fonte: G1

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