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08/05/2015

River derruba invencibilidade do Boca

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O River Plate encerrou a invencibilidade do rival Boca Juniors na Copa Libertadores da América. No disputado e ríspido compromisso de ida, válido pelas quartas de final do torneio internacional, a formação milionária fez valer o mando de campo e triunfou por 1 a 0. O gol mandante no Estádio Monumental de Núñez foi anotado por Carlos Sánchez, de pênalti, aos 36 minutos do segundo tempo.

AFP/Juan MabromataOs comandados de Marcelo Gallardo foram superiores no primeiro período, onde criaram boas chances, através de Teo Gutiérrez, referência do setor ofensivo. Os xeneizes até equilibraram as ações, conseguindo investidas de perigo com Calleri. Porém, a equipe superior em campo foi recompensada com o tento no final do período complementar. Tomás Martínez, substituto do apagado Driussi, acabou derrubado por Marín, e viu Sánchez deslocar Orión para garantir o importante triunfo.

O compromisso de volta está agendado para o dia 14 de maio, quinta-feira, às 21 horas (de Brasília), na acanhada Bombonera. O último compromisso entre os rivais disputados em domínio boquense teve vitória mandante, pelo placar de 2 a 0 – marcador que classifica o time de Rodolfo Arruabarrena. Os gols na ocasião – a 11ª rodada do Campeonato Argentino – foram anotados por Pavón e Pablo Pérez.

O jogo
Atuando no Monumental de Núñez e disposto a quebrar a escrita do rival, superior no retrospecto histórico dos clássicos, o River Plate criou a primeira oportunidade da partida. O ex-corintiano Lodeiro perdeu a bola no meio-campo e viu Kranevitter disparar em velocidade. O volante milionário invadiu a área e cruzou rasteiro para Teo Gutiérrez. Porém, exagerou na força e impediu a plena conclusão do centroavante colombiano, que bateu à direita de Barovero.

No compromisso pautado por lances ríspidos – como o violento carrinho desferido pelo mandante Vangioni em Gago, que rendeu cartão amarelo para o lateral esquerdo –, o clube da casa seguiu pressionando. Teo Gutiérrez teve boas chances de abrir a contagem, aos 25 e 28 minutos. Contudo, em ambas oportunidades, o colombiano parou em intervenções providenciais de Orión.

Quando o relógio apontou a marca dos 42, a equipe comandada por Marcelo Gallardo voltou a assustar a representação da Bombonera. Teo Gutiérrez dominou na intermediária, abriu luta contra Burdisso e bateu desviado, rente ao ângulo esquerdo de Orión. Na cobrança do escanteio, o zagueiro Funes Mori aproveitou sobra de bola e concluiu rente ao travessão boquense.

O segundo tempo trouxe consigo mais emoções e chances de perigo. Logo aos 20 segundos, Calleri, acionado em posição duvidosa no setor direito, invade a área em velocidade e, cara a cara com Barovero, finaliza firme, rasteiro. A conclusão, porém, é defendida milagrosamente pelo arqueiro mandante. Na cobrança do escanteio, a sobra ficou com Colazo, que concluiu rente ao ângulo esquerdo milionário.

A resposta do River Plate à pressão inicial veio com seis jogados. Porém, Carlos Sánchez, entendido como talismã da formação mandante, finalizou muito mal, mesmo estando livre na área. A fraquíssima conclusão foi contida com tranquilidade por Orión, que chegou a temer o tento.

Melhor em campo, o clube milionário foi às redes aos 36 minutos. Tomás Martínez, substituto de Driussi, ganhou de Marín na área e acabou derrubado pelo lateral direito xeneize. Na cobrança, Carlos Sánchez deslocou Orión para comemorar. O segundo tento mandante poderia ter vindo com 41 jogados. Acionado por Camilo Mayada na área, Teo Gutiérrez chutou forte, à média altura, e parou em boa intervenção do arqueiro adversário.

Sem conseguir ir às redes, Teo Gutiérrez acabou expulso aos 44 minutos, por entrada firme desferida no zagueiro Burdisso. Com um a mais nos instantes finais, o Boca Juniors, reforçado pelo ídolo Pablo Osvaldo, substituto de Calleri, se lançou ao ataque, contudo, não atingiu a igualdade.

Jogo Violento
Carrinho, pisão, voadora... Potencializada pelo mata-mata da Taça Libertadores, a rivalidade entre Boca Juniors e River Plate ficou clara no pouco cuidado dos jogadores das duas equipes nas divididas do clássico da última quinta-feira, vencido pelos Millonarios por 1 a 0. As entradas duras e as consequentes discussões foram cenas constantes na partida, levando o árbitro Germán Delfino a ser alvo de críticas da imprensa e reclamação dos xeneizes.

River Plate Boca Juniors Libertadores (Foto: AP)Enquanto Gallardo preferiu lamentar o desfalque de Téo Gutierrez no jogo de volta, após receber o cartão vermelho por chute em Burdisso, Arruabarrena afirmou que o River deveria ter dois ou três atletas expulsos, referindo-se a lances como o pisão de Funes Mori em Lodeiro e o carrinho de Vangioni em Gago ainda no começo da partida.

A imprensa local também não perdoou o árbitro de 37 anos. O "Olé" afirmou que "Delfino não esteve à altura do superclássico", enquanto o "Clarín" disse que o juiz "teve uma atuação com mais erros do que acertos nas jogadas-chaves" e "foi permissivo", uma vez que "deveria expulsar sete jogadores pelo jogo duro".

Vantagem minimizada
Já prevendo novamente um jogo duro, Gallardo escolheu bem a palavra para resumir o que espera do duelo de volta, na Bombonera, na próxima quinta: batalha. O treinador do River Plate minimizou a vantagem mínima conseguida em casa e garantiu que sua equipe não terá postura defensiva como visitante.

- Sabíamos claramente o que era o jogo. O (clássico) do Campeonato nos daria uma amostra, mas depois do mal resultado de domingo em um jogo disputado e não muito bem jogado, começava outra história. Se jogaria uma série de 180 minutos, onde nós teríamos que ser decisivos, agressivos, intensos e tudo isso se viu. Fomos com tudo na série, e a vitória foi justa. Teremos que nos preparar para uma batalha que será dura, e teremos que enfrentá-la com inteligência. Não vamos recuar. Fizemos um gol em quase todos os jogos da Taça - resumiu Gallardo.

Arruabarrena, por sua vez, disse estar confiante para o duelo em casa e preferiu atribuir o revés no Monumental a um erro de sua equipe.

- No primeiro tempo, eles foram superiores. No segundo, tivemos várias chances claras e chegamos mais vezes, com mais volume de jogo. Isto é um jogo, tem que converter (as chances). Não o fizemos, cometemos um erro, e eles aproveitaram - lamentou o técnico do Boca Juniors.

Fonte: Globo Esportes/Superesportes

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