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02/06/2017 às 15:40h

Equador detém mais cinco pessoas por suposto envolvimento com corrupção da Odebrecht

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Um levantamento do RJTV expõe o tamanho e extensão dos negócios da Odebrecht no RJ. Do Maracanã, passando pelo Aeroporto Tom Jobim, o Galeão, até o monitoramento da qualidade do ar que a população respira, em todos esses serviços havia participação da empresa.

Em números, fica evidente o crescimento da empresa durante a última década. Como mostrou a reportagem do RJTV nesta quinta-feira (1º), em nove anos o patrimônio da empreiteira saltou de R$ 2,6 bilhões para R$ 13,7 bilhões. Já o número de funcionários quadruplicou, saindo de 35 mil, em 2006, para 128 mil, em 2015. Além disso, a empresa passou a estar presente em 26 países. Anos antes, eram 19.

No Rio de Janeiro, a impulsão no crescimento da empresa também se deu pela quantidade de contratos que a Odebretch tinha com o poder público. Ainda que breve, a empresa chegou a ter o controle do Aeroporto do Galeão, mas deu lugar à chinesa HNA. A empreiteira saiu do negócio após três anos, mas o contrato estava previsto para durar 25.

A venda da participação da Odebrecht no Galeão, porém, ainda depende de uma autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O economista Armando Castellar afirmou que o formato do acordo é bom, no entanto, há um problema específico em relação a empreiteira brasileira.

"O modelo em si vem funcionando muito bem. A gente tem vários aeroportos que foram concessionados nesse formato. É um problema específico da empresa, no sentido que a empresa contava para financiar as operações com empréstimos do BNDES, e o fato da questão da Lava Jato, da questão de órgãos do governo não terem deixado liberdade para o BNDES emprestar para a empresa, também atrapalhou muito o fluxo de caixa", disse o economista.

As pesquisas nos últimos três anos indicam que o aeroporto melhorou, mas a presença da Odebrecht, com 31% de participação, estava atrapalhando os outros sócios da concessionária Rio Galeão. Mesmo com a Olimpíada, o número de passageiros diminuiu a cada ano.

As parcelas de 2016 da outorga de R$ 19 bilhões só foram pagas em abril de 2017 e desde o início esse valor era considerado alto demais pelos especialistas no setor. "Eu acho que obviamente vai se descobrir que a concessão não vale aquilo que foi prometido pagar. De alguma maneira o investidor privado vai ter que sofrer uma perda", disse Castelar.

Outra concessão da empresa que apresenta problemas é a do Estádio do Maracanã. Havia a previsão de se construir um shopping center, que seria a garantia de lucro no empreendimento. Mas esse projeto foi vetado logo no início. A troca de administração durante a Olimpíada virou troca de acusações na hora da devolução. Formalmente, a Odebrecht ainda está no comando, mas, na prática, o Maracanã virou um estádio de ninguém.

"O Maracanã está lá, o Maracanã pode perfeitamente funcionar. A questão é como você viabiliza a perda de quem fez um mau investimento e a entrada de um novo operador. Não significa que o Maracanã não é viável, significa que a equação financeira montada pela concessionária não é viável", pondera o economista.

No auge da participação da empresa em empreendimentos do Rio, a Odebrecht estava envolvida até no ar da cidade. Até o meio de 2016, a Cetrel S.A. monitorava a qualidade do ar no estado do Rio, controlando as 58 estações meteorológicas do estado. A Odebrecht é dona de 60% da Cetrel.

O contrato com a Secretaria estadual do Ambiente não foi renovado. Segundo o Inea, o motivo foi o alto custo de operação das estações. Os pagamentos realizados desde 2012 somam mais de R$ 27 milhões. Com a saída da empresa, atualmente o Rio não tem informações sobre a qualidade do ar.

Na área do meio ambiente, a Odebrecht atuava também no saneamento da Zona Oeste. O braço ambiental da companhia era dono de metade da Foz Águas, responsável pela coleta e tratamento do esgoto de 21 bairros, que correspondem a quase metade do território do município do Rio.

Atualmente, a Odebrecht ainda controla a Supervia e participa da gestão do VLT e do Porto Maravilha.

Fonte: G1

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