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01/12/2020 às 14:55h

Jeep Renegade Moab 2021, vale a pena ter o SUV diesel mais barato do Brasil?

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Moab. O deserto no estado norte-americano do Utah, paraíso de quem curte aventuras off-road, batiza a inédita versão que surge na linha 2021 do Jeep Renegade. Deserto, no entanto, também serve para exemplificar as configurações diesel do SUV no Brasil: apenas 10% dos compradores optam por este tipo de combustível, de acordo com a FCA.

Ou seja, das 42.445 unidades vendidas em 2020 – o que o coloca em segundo lugar entre os SUV compactos (só atrás do VW T-Cross) –, pouco mais de quatro mil são do 2.0 diesel. Esse fato, de forma nenhuma, apaga as qualidades do modelo. E o Jeep Renegade Moab tenta elevar um pouco os números ao custar R$ 139.690, o SUV diesel mais barato do País.

O valor se posiciona R$ 17 mil acima da topo de linha com motor 1.8 flex, Limited, de R$ 122.890. A Jeep tenta também fisgar alguns compradores dos turbinados e equipados Chevrolet Tracker Premier (R$ 121.290) e VW T-Cross Highline (R$ 124.950) diminuindo a lacuna de preço. A favor do Moab é o desempenho e, claro, o consumo do 2.0 diesel de 170 cv. Apesar do número pomposo, o que chama atenção é o torque.

Os 35,7 kgfm a 1.750 rpm, juntamente com o ronco de caminhão, impõe respeito e dá agilidade ao SUV. As retomadas também são robustas e o câmbio automático de nove marchas tem funcionamento suave, com trocas na hora certa e sem deixar buracos.

Parado no semáforo, o Renegade não tem aquela vibração inerente dos carros diesel. O interior fica suave e o isolamento acústico também dá conta do recado. Ainda por dentro, nada de requintes. Plásticos para todos os lados, bancos de tecido e espaço é apenas razoável para três pessoas – o entre-eixos de 2,57 m é um dos menores do segmento.

Além do torque, o consumo é ponto a favor: 11,2 km/l na cidade 16,3 km/l na estrada. Na versão flex, com etanol, o Renegade faz 5,6 km/l no trecho urbano e 10,9 km/l no rodoviário. Do ponto de vista ambiental, o diesel tem suas complicações de poluição.

Tanto que a Jeep já tem na Europa versões híbridas do tipo plug-in, que recarregam na tomada, para o Renegade – e também para o Compass. Por aqui, a marca surfa na brecha da legislação que proíbe este tipo de motor em carros de passeio – com exceção se o veículo oferecer capacidade de carga superior a uma tonelada (caso do Renegade). Contra, a falta de alguns itens, como os faróis full-LED, lanternas também em LED e o multimídia mais avançado com tela de 8,4 polegadas – em vez de 7”.

Outro ponto a ser melhorado no SUV é o porta-malas. Os atuais 320 litros o colocam no patamar de um Renault Sandero. A ergonomia do volante também poderia ser melhor. O aro é grosseiro na parte onde as mãos vão na maioria do tempo.

Se você precisar diferenciar o Moab na (pequena) multidão, olhe para o capô e tampa do porta-malas: esses dois locais trazem a inscrição com o nome da versão. Outra dica: as rodas de 17 polegadas (com pneus de uso misto), ganchos de reboque na dianteira e traseira (iguais aos do Trailhawk), e a grade frontal têm acabamento escurecido. E são cinco cores para a carroceria: branco Ambiente (fotos), verde Recon, prata Billet, cinza Antique e preto Carbon.

No quesito equipamentos, a lista é enxuta. O Renegade Moab traz a tração 4x4 com seletor de terrenos em quatro modos, câmera de ré, sensor de estacionamento, ar-condicionado dual zone, duas entradas USB, central compatível com Apple Carplay e Android Auto e faróis de neblina.

Vale a pena? O Renegade conquista pelo seu design "quadradão" e singular frente aos outros SUVs compactos. Já aversão Moab, com motor diesel, vai bem no desempenho e consumo. Os itens de série são básicos para a faixa de preço e o espaço/porta-malas não é o forte do SUV. Todo mundo opta pelo Renegade flex. Mas como minha mãe diz: eu não sou todo mundo.

Fonte: autoesporte

Foto: Divulgação

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