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26/03/2021 às 08:49h

Nós e nosso Planeta

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Tenho refletido muito sobre a vida, sobre o ser humano neste planeta Terra que nos foi dado nascer. Temos água limpa, animais de várias espécies, vegetação abundante, montanhas, planícies, ar puro!

Mas o quê fazemos nós? Jogamos dejetos nas águas, sufocamos os rios debaixo de cimento e asfalto, cortamos as árvores e matamos os animais.

O quê nos reserva o futuro? De quê adiantam as riquezas acumuladas por alguns? Os progressos científicos? O poder da tecnologia? Tudo isto de nada serve se o que precisamos para viver é água pura, sol, vegetação e ar?

Vi um filme na TV, por acaso, chamado Idiocracia. Mostrava o mundo futuro onde as cidades eram puro lixo, as pessoas se moviam como tontos sem saber de nada. As máquinas lhes forneciam alimento mediante a colocação de uma moeda no lugar certo. Tudo artificial. Nada verde. Nada natural. E as pessoas idiotas. É uma sátira de um futuro possível se a humanidade não acordar a tempo de se salvar.

Isto me fez lembrar de uma fala do chefe Seattle ao presidente dos Estados Unidos, em 1854, quando este queria comprar as terras de seu povo. Cito um pequeno trecho:

Sabemos que o homem branco não compreende nossos costumes. Uma porção de terra, para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é um forasteiro que vem à noite e extrai da terra aquilo de que necessita. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga, e quando ele a conquista, prossegue seu caminho. Deixa para trás os túmulos de seus antepassados e não se incomoda. Rapta da terra aquilo que seria de seus filhos e não se importa. A sepultura de seu pai e os direitos de seus filhos, são esquecidos. Trata sua mãe, a terra, e seu irmão, o céu, como coisas que possam ser compradas, saqueadas, vendidas como carneiros e enfeites coloridos. Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto”.

Isto sabemos: a terra não pertence ao homem, o homem pertence à terra. Isto sabemos: todas as coisas estão ligadas como sangue que une uma família. Há uma ligação em tudo. O que ocorrer com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não tramou o tecido da vida; ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo”.

Esta fala soa muito atual diante do que o nosso planeta vem manifestando nos últimos tempos como consequência dos desatinos humanos. Enchentes, tsunamis, epidemias, desertificação, guerras irracionais, refugiados por toda parte e agora uma epidemia. O mundo virou um caos.

No Brasil pretende-se explorar minério e criar gado para exportar carne, na Floresta Amazônica! Índios são um atraso! Será que estou lendo estas notícias? Não será tudo isto um pesadelo?

Como disse uma vez Milton Nascimento: “A esperança é como um sorvete no sol”.

Quando acordarmos teremos tempo de salvar alguma coisa que nos permita recomeçar?

Antes eu acreditava na evolução do ser humano. Não acredito mais! A evolução é individual!

Por Ângela Xavier

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