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22/07/2022 às 07:44h

Mulher morre durante endoscopia: entenda se exame traz risco aos pacientes

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Uma mulher de 49 anos morreu durante um exame de endoscopia em uma clínica no Barreiro, nessa segunda-feira (18/07). A vítima, Cleonice Ribeiro da Silva Soares, apresentou um quadro de esforço respiratório após ser sedada na hora do exame e evoluiu para uma parada cardíaca.

Segundo a filha, Cleonice usava desde 2019 um cardiodesfibrilador, que é semelhante a um marcapasso. Ela acredita que a mãe tenha informado isso à equipe responsável, mas médico e enfermeira que fizeram o exame afirmam que não foram comunicados sobre o uso do aparelho.

 A endoscopia é um exame interno, que pode ser realizado com ou sem sedação, que avalia a mucosa do aparelho digestivo e pode detectar lesões nos órgãos, é o que explica Mauro Jacome, médico especialista em endoscopia, cirurgia e gastroenterologia e diretor da Cronos Endoscopia.

"Com esse exame podemos tratar precocemente doenças do trato digestivo, e algumas lesões menores podem, inclusive, ser retiradas pelo médico impedindo sua evolução para doenças mais sérias", afirma Jacome.

De acordo com Mauro, a endoscopia é uma especialidade médica e pode ser feita em todas as idades, e o recomendado é que seja sempre realizado por médicos especialistas no exame. "Mesmo crianças pequenas ou idosos podem realizá-lo. O importante é que uma avaliação prévia do paciente identifique o ambiente e as condições ideais para atender o paciente e realizar o procedimento proposto", declara.

 Contraindicações e riscos
 A endoscopia é contraindicada em situações em que o risco para o paciente realizar o procedimento é maior do que o benefício. "Em geral, isso ocorre quando o exame não tem urgência em ser feito e o paciente se encontra em estado grave por outra condição. Por isso, a avaliação prévia do risco anestésico ou cardíaco em pacientes idosos ou cardiopatas é válida", afirma o especialista.

Jacome deixa claro que os maiores riscos ocorrem quando o paciente possui doenças cardíacas graves, como arritmias, ou pulmonares, como asma grave, ou, ainda, quando vai ser realizado algum procedimento terapêutico na endoscopia. "Os riscos são insuficiência respiratória, arritmia, flebite e perfurações dos órgãos digestivos", esclarece.

 Apesar de pouco frequentes, explica o médico, esses riscos devem ser informados previamente ao paciente, que deve dar consentimento para a realização do exame.

 "Essas condições de risco podem raramente levar a óbito durante o exame, pois são complicações graves. O importante é que os riscos não sejam negligenciados e menosprezados e que a estrutura para atender o paciente esteja bem preparada para quaisquer intercorrências", finaliza o diretor da Cronos Endoscopia.

Nova alternativa

 A Cápsula Endoscópica é uma nova opção para pessoas que não podem realizar a endoscopia e até mesmo a colonoscopia. O procedimento, realizado desde março de 2022 pelo Departamento de Endoscopia do Hospital Madre Teresa (HMT), trata-se de um exame não invasivo em que a pessoa ingere uma cápsula que contém em seu interior uma ou duas micros câmeras.

 A cápsula desce naturalmente pelo aparelho digestivo e vai fotografando suas paredes, com qualidade de imagem em alta resolução, permitindo a visualização completa da mucosa do intestino delgado e cólon.

As imagens são transmitidas a um gravador, que fica preso em um cinto ajustado no abdome do paciente, e, ao término da gravação, elas são repassadas ao computador para que o médico possa analisá-las.

"A cápsula não precisa de sedação e isso é uma grande vantagem. Mas vale lembrar que ela não substitui a endoscopia nem a colonoscopia. Mas a cápsula serve para investigar doenças em pacientes que têm risco elevado para realizar esses dois exames ou que não pode ser sedado", explica Renata Figueiredo, médica endoscopista.

 Para quais casos a cápsula é indicada?

 O procedimento realizado é indicado para pesquisa de hemorragias ocultas em todo o trato digestório, ou seja, aquelas que não foram identificadas em endoscopia e/ou colonoscopia. Além de ser útil para detecção de pólipos, doença inflamatória intestinal (doença de Crohn), doença celíaca, tumores de intestino delgado e diversos outros problemas encontrados na superfície interna do intestino delgado, área de difícil avaliação por endoscópio.

 "Sem dúvidas, essa é uma grande inovação que veio para tornar os diagnósticos muito mais precisos e assertivos. Agora, áreas de difícil acesso pode ser visualizadas por meio dessa cápsula em imagens de alta resolução", esclarece o coordenador da equipe, Roberto Motta.

Fonte: em.com.br

Foto: Rádio Espacial FM


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