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10/03/2022 às 07:59h

Pandemia, negacionismo e falta de incentivo: baixa vacinação contra a pólio se agrava no Brasil após Covid

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A meta é ter anualmente 95% de todas as crianças vacinadas contra a poliomielite, mas os dois recentes anos de pandemia registraram os piores índices desde 2012. As gotinhas que levaram à erradicação da paralisia infantil no Brasil não foram tomadas por mais de 3 em cada 10 crianças no ano passado.

A tendência de queda já era verificada anteriormente, mas se acentuou no período recente de pandemia. Negacionismo, falta de investimento e efeitos indiretos da pandemia estão entre os motivos apontados por especialistas, além da falta de conhecimento das novas gerações com os efeitos nefastos da doença, erradicada no Brasil há mais de 30 anos.

O Ministério da Saúde de Israel informou no domingo (6) um novo caso de poliomielite em uma criança de 4 anos em Jerusalém. O paciente não estava imunizado contra a doença, apesar da vacina fazer parte do calendário de rotina do país.

Além disso, o governo israelense informou que começou uma investigação para rastrear os contatos próximos à criança e descobrir se há necessidade de novas recomendações para enfrentar a transmissão.

"Ressalta-se que o vírus foi encontrado em amostras de água de esgoto coletadas na região onde ocorreu o caso, o que pode acontecer, mas, até o momento, não haviam ocorrido casos clínicos anteriores semelhantes", disse o Ministério da Saúde de Israel.

Já na quinta-feira (30), a OMS publicou um informe a respeito de uma versão selvagem do vírus no Malaui. Uma criança de 5 anos foi diagnosticada com a doença em Lilongwe, capital do país africano, em 19 de novembro de 2021.

Em 26 e 27 de novembro, foram coletadas duas amostras de fezes e recebidas pelo laboratório de referência da África do Sul, o Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis (NICD). Depois, em 14 de janeiro de 2022, elas foram encaminhadas para o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC).

Brasil: disparidade regional
Além de registrar queda na cobertura nacional, também há uma disparidade entre as regiões brasileiras.

No Norte, por exemplo, a cobertura vacinal das três primeiras doses da vacina no ano passado era de apenas 59,43%, a mais baixa do país, conforme os dados até 6 de março.

No Nordeste, era de 64,27%. As três mais altas foram no Sul (76,52%), no Centro-Oeste (72,15%) e no Sudeste (68,53%).

Para efeito de comparação, em 2012, todas as regiões brasileiras tinham cobertura acima de 90%. A mais baixa naquele período era no Sul, que registrava 94,82% das crianças de até um ano vacinadas com as três primeiras doses necessárias.

Esse cenário foi semelhante em 2013 e 2014. O ano de 2015 foi o primeiro em que uma região – o Norte – não alcançou o índice de 90% das crianças com as três primeiras doses de vacina (com 88,16% de cobertura).

Fonte: G1

Foto: Rádio Espacial FM / AdobeStock_184821835

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