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18/07/2019 às 09:00h

Em clássico tenso e com expulsões, Cruzeiro perde para Atlético, mas avança na Copa do Brasil

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Não faltou nenhum componente tradicional dos grandes clássicos na noite desta quarta-feira, no Independência. Tensão, expulsões, ansiedade, belos gols e clima decisivo. Após vencer a partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil por 3 a 0, no Mineirão, o Cruzeiro jogou como sabe jogar: firme na marcação e em busca de contragolpes. E os contra-ataques nem foram necessários. O time celeste perdeu por 2 a 0 para o Atlético, mas garantiu a classificação. Cazares, ainda no primeiro tempo, e Patric, num chutaço no finalzinho, marcaram.

Na semifinal, o Cruzeiro enfrentará Internacional ou Palmeiras. No Allianz Parque, a equipe paulista venceu por 1 a 0 o jogo de ida, na última semana. O duelo de volta é nesta quarta-feira, no Beira-Rio. As partidas da próxima fase ainda não têm datas e horários definidos, mas estão agendadas para as semanas dos dias 7 e 14 de agosto. A ordem dos mandos de campo será definida em sorteio.

Com a classificação, o Cruzeiro garante R$ 6,7 milhões por participação na semifinal. Esse valor, somado aos valores arrecadados nas oitavas e nas quartas de final, totaliza R$ 12,35 milhões em premiação ao longo do torneio. O campeão receberá mais R$ 52 milhões, enquanto o vice ‘abocanha’ R$ 21 milhões. Eliminado, o Atlético - que disputou as mesmas fases da competição que o principal rival - ficou com R$ 5,65 milhões.

As equipes voltam a campo neste final de semana, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. A partir das 17h deste sábado, o Cruzeiro visita o Bahia, na Fonte Nova. Na briga para sair da zona de rebaixamento, o time celeste ocupa a 17ª posição, com nove pontos - dez a menos que o principal rival. Em 4º, o Atlético recebe o Fortaleza neste domingo, às 16h.

Tensão, recuo celeste e esperança alvinegra

Tensão, ansiedade e pressa das arquibancadas do Independência se transportaram para o gramado já no início da partida. Com necessidade de buscar uma goleada após perder o primeiro jogo por 3 a 0 no Mineirão, o Atlético foi a campo com duas mudanças que tornavam o time mais ofensivo: Jair e Otero entraram, respectivamente, nas vagas de Zé Welison e Luan. E, taticamente, o time realmente avançou as linhas e tentou pressionar.

Faltava, no entanto, maior efetividade nas investidas na área rival, muito bem protegida, como de costume. Com a vantagem em mãos, o Cruzeiro jogava do jeito ao melhor estilo Mano Menezes: linhas recuadas e pronto para contragolpear. De última hora, a escalação anunciada previamente foi alterada, com as entradas de Orejuela e Fred nas vagas de Ariel Cabral e Thiago Neves.

Apesar de ter a bola por menos tempo, o Cruzeiro, num 4-4-2 que tinha Fred e Pedro Rocha avançados, criou mais oportunidades. Num jogo tenso e muito brigado no meio-campo, a primeira chance clara apareceu só aos 17’. Marcado por três, Marquinhos Gabriel fez grande jogada pela esquerda e cruzou para Robinho finalizar para fora. Aos 20’, Patric, de cabeça, quase marcou contra após cobrança de falta. Victor fez grande defesa.

O Atlético chegou com perigo pela primeira vez aos 25’, quando Elias recebeu na área e girou, num sem-pulo, para finalizar cruzado. Bem posicionado, Fábio espalmou. O goleiro, aliás, foi peça importante na estratégia do Cruzeiro de esfriar o jogo. Segundos preciosos eram ganhos a cada tiro de meta - os dois primeiros deles acompanhados por um grito homofóbico da torcida alvinegra, que bradava “bicha” assim que a bola era lançada.

Pelas pontas, o Atlético achava mais espaços. Abertos, Chará e Otero - que se revezaram entre a esquerda e a direita ao longo da etapa inicial - tentavam encontrar caminhos. Numa dessas, aos 34’, saiu o gol alvinegro. O venezuelano encontrou Patric, que cruzou para Fábio Santos desviar para o meio da área. Cazares, no alto, acertou um belo chute e venceu Fábio: 1 a 0.

Foi a deixa para as arquibancadas, que já demonstravam os primeiros sinais de irritação, voltarem a ser apoio e esperança. Os gritos de “Eu acredito”, o mantra que embalou as viradas nas campanhas dos títulos da Copa Libertadores de 2013 e da Copa do Brasil de 2014, se fizeram escutar. Apenas três minutos depois, o primeiro “milagre” da noite no Horto. Mas do lado celeste. Fábio, à queima roupa, impediu o que seria o gol de Alerrandro, que finalizou já de dentro da área.

Acuado, o Cruzeiro encontrava dificuldades para buscar contra-ataques. Fred, pouco operante, não conseguia vencer as disputas com a zaga alvinegra. Com mais posse de bola, o Atlético tinha dificuldades para finalizar e levar perigo à meta de Fábio. O 1 a 0, então, seguiu até o intervalo.

Expulsões, VAR e Cruzeiro nas semis

O Atlético tentou, no início da etapa final, esboçar a pressão que exerceu por alguns minutos durante o primeiro tempo. Em dez minutos, porém, a melhor oportunidade foi um chute sem grande perigo de Jair, que finalizou de fora da área. Os jogadores mais experientes do Cruzeiro tentavam chamar a responsabilidade de prender a bola e buscar triangulações pelas pontas, mas a marcação alta alvinegra dava resultado.

Elias deu lugar a Luan aos 11’. E o camisa 27 fez boa jogada logo em seguida, ao fintar Leo e cruzar. A bola passou por toda a extensão da área e se ofereceu para Fábio Santos. Livre e de frente para o gol, o lateral-esquerdo desviou, mas não conseguiu acertar o alvo.

Aos 18’, explosão de alegria do lado celeste. Em contragolpe fatal - daqueles que o Cruzeiro tanto buscava desde o início do jogo -, Pedro Rocha recebeu do lado esquerdo, finalizou firme entre as pernas de Victor para empatar o jogo. Após consulta ao VAR, o árbitro Flávio Rodrigues de Souza anulou o lance por falta em Patric.

Nesse meio-tempo, muita confusão no gramado. Pedro Rocha recebeu cartão amarelo por tirar a camisa ao comemorar na frente da torcida atleticana. David, que acabara de entrar, e Alerrandro foram expulsos após se desentenderem. E mais: vários copos vindos das arquibancadas foram lançados no campo, o que gerou mais confusão entre atletas.

Quando a bola voltou a rolar, Geuvânio fez bela jogada e finalizou no travessão, aos 25’. Com o passar do tempo, a tensão aumentava, mas o ritmo do jogo caia. Cansado, o Atlético esbarrava na forte marcação cruzeirense. A equipe celeste esfriava o jogo com troca de passes e “cera”.

Daí em diante, o Atlético pouco conseguiu criar. Já nos acréscimos, o zagueiro Réver abandonou o sistema defensivo e virou o segundo centroavante, ao lado de Ricardo Oliveira. Patric, de fora da área, finalizou e marcou um golaço aos 47’: 2 a 0. Faltava um gol para o time alvinegro. Mas não deu tempo. Alijado por boas atuações de Orejuela e Dedé, o Cruzeiro se segurou bem e conseguiu avançar.

ATLÉTICO 2 X 0 CRUZEIRO

Fonte: Super Esportes

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