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23/01/2020 às 08:45h

Arsenal à espera da chuva; PBH põe em prática plano de guerra contra temporal

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Um verdadeiro esquema de guerra é montado em Belo Horizonte para amenizar os efeitos dos fortes temporais esperados para amanhã na cidade. O risco de chover 100 milímetros (mm) levou a prefeitura a pôr em prática um plano emergencial, que inclui caminhões e retroescavadeiras de prontidão em 11 áreas críticas e até reservas em pousadas para atender possíveis desabrigados.

Hoje e amanhã, um comitê gestor vai atuar no Centro Integrado de Operações (COP-BH). De lá, o grupo, que conta com o prefeito Alexandre Kalil, vai monitorar a evolução das precipitações.

A previsão é de volume de água superior ao registrado no último domingo, quando choveu 48 mm na cidade. Em várias regiões, moradores tiveram prejuízos, especialmente na Oeste, onde o nível do ribeirão Arrudas subiu.

O asfalto da avenida Teresa Cristina foi arrancado. As cheias invadiram imóveis nas imediações, deixando um rastro de destruição e muita sujeira.

Conforme a PBH, o plano de emergência prevê 488 garis distribuídos em 61 equipes, cada uma com o apoio de um caminhão basculante, três pás carregadeiras, cinco caminhões e um caminhão-pipa. Nove grupos farão podas e supressões de árvores à noite em toda a cidade.

Região Metropolitana

A previsão também não é nada otimista para cidades da região metropolitana. Após se reunir com representantes de 13 municípios, a Coordenadoria de Defesa Civil Estadual (Cedec) informou que, nesses locais, deve chover 250 mm até sábado.

Defesa Civil alerta sobre autoproteção durante as chuvas.

Há possibilidade de temporais severos à noite e de madrugada. Em apenas um espaço de 24 horas pode chover até 100 mm.

Meteorologista do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), Laís Alves Santos explica que as precipitações mais intensas resultam de um sistema de baixa pressão que vem do litoral da região Sudeste. “É conhecida por provocar acumulados expressivos de chuva em um período longo de tempo”.

A especialista garantiu não ser uma situação fora do comum. Segundo Laís, Minas já teve índice maior que os 100 mm diários que podem cair sobre BH.

Fonte: Hoje em Dia

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