02/05/2026 às 07:44h
Uma organização criminosa especializada nos crimes de estelionato digital e lavagem de capitais foi alvo da operação Espelho Turvo, desencadeada pela Polícia Civil de Minas. Durante ação foram cumpridos 15 mandados de prisão preventiva e outros 39 de busca e apreensão nos estados do Maranhão, Tocantins, Sergipe, Bahia e Santa Catarina.
Além dos mandados, que resultaram na apreensão de um notebook e 13 celulares, a Justiça determinou o bloqueio de ativos no montante de R$ 10,4 milhões.
Conforme apurado, o grupo seria responsável por fraudes eletrônicas cometidas contra vítimas em Minas Gerais, com vantagem ilícita estimada em mais de R$ 20 milhões.
A partir de levantamentos foi identificado um sofisticado esquema criminoso baseado na criação de domínios eletrônicos fraudulentos que simulavam portais oficiais do Detran/MG e da Secretaria de Estado da Fazenda. Dessa forma, os criminosos induziam as vítimas ao pagamento de tributos via Pix, especialmente IPVA, com desvio dos valores para contas vinculadas ao grupo.
O esquema utilizava uma rede estruturada de empresas de fachada e contas de passagem para ocultação e dissimulação dos valores obtidos ilicitamente, sendo identificadas, pelo menos, 20 empresas utilizadas para lavagem de capitais.
Até o momento, a Polícia Civil estima que aproximadamente 1.200 vítimas tenham sido lesadas desde janeiro de 2024, com movimentação financeira ilícita superior a R$ 10,4 milhões. Contudo, há indicativos de que a vantagem criminosa total supere R$ 20 milhões.
A investigação permitiu a individualização de 24 alvos, distribuídos em diferentes níveis da organização criminosa, abrangendo desde operadores responsáveis pela abertura de contas em nome de terceiros até integrantes responsáveis pela gestão e movimentação de elevados fluxos financeiros. As investigações prosseguem.
Operação Up Grade: Polícia Civil prende suspeito de causar prejuízo de R$ 300 mil
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, na última quinta-feira (30/4), a operação Up Grade, resultando na prisão preventiva de um homem suspeito de coordenar um esquema de estelionatos em série em Divinópolis. Além do cumprimento da cautelar, foram realizadas buscas contra o investigado e efetivado o bloqueio judicial de ativos financeiros.
As investigações, que reúnem diversos inquéritos policiais, revelaram uma estratégia de agir que consistia na oferta fraudulenta de aparelhos eletrônicos e supostas oportunidades de investimento. O suspeito exigia pagamentos antecipados das vítimas, mas não entregava os produtos ou serviços prometidos. Para dificultar o rastreamento dos valores, ele utilizava contas bancárias de terceiros e máquinas de cartão registradas em nomes de familiares.
Até o momento, 18 vítimas foram identificadas — dez delas apenas nos primeiros meses de 2026 —, com prejuízos somados que ultrapassam R$ 300 mil. De acordo com o apurado, a prática criminosa era recorrente e executada de forma contínua desde o ano de 2023.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, a PCMG apreendeu dispositivos eletrônicos e documentos que serão submetidos à análise técnica para identificar possíveis coautores. Já o bloqueio de valores determinado pela Justiça visa garantir o futuro ressarcimento das vítimas.
O investigado foi encaminhado ao sistema prisional e está à disposição do Poder Judiciário.
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