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14/02/2020 às 08:19h

Professora de educação especial critica falta desses profissionais nas escolas municipais e estaduais de Pará de Minas

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A presença dos professores apoio nas escolas do Brasil é garantida pela Lei 9.394/96 – Artigo 59 – parágrafo III. Mas, apesar de constar na legislação brasileira, essa obrigatoriedade não vem sendo respeitada pelo estado de Minas Gerais e o município de Pará de Minas, uma vez que as escolas de responsabilidade dessas duas esferas não contam com esse profissional nas salas de aula.

No âmbito estadual, alguns professores apoio foram contratados, mas há ainda muitos outros que não existe nem a previsão de quando vão assumir seus cargos. Já na rede municipal de educação de Pará de Minas, a contratação desse profissional foi praticamente esquecida, uma vez que ainda haverá uma licitação para escolher a empresa responsável por captar e fazer todo o processo seletivo para as escolas da cidade.

Enquanto Estado e Município demoram a contratar, isso significa perda de conteúdo pelos alunos com especialidades, já que eles não podem frequentar as aulas por não conseguirem acompanhar os demais estudantes em uma sala de aula. Nesse cenário, a reportagem do JC Notícias conversou com a professora de educação especial, Marleide Machado.

Fotos: JC Notícias

Em entrevista, ela critica o atual sistema de ensino que não prioriza a educação inclusiva para os portadores de necessidades especiais:

Clique e ouça Marleide Machado

Marleide comenta o atual cenário de Pará de Minas, em que não há professores apoio dentro das salas de aula:

Clique e ouça Marleide Machado

A professora de educação especial ressalta ainda que recentemente foi criada uma resolução estadual que obriga as escolas a terem o profissional de apoio aos estudantes, mas que não vem sendo colocada em prática neste ano:

Clique e ouça Marleide Machado

A previsão tanto do estado, quanto do município para a contratação dos professores apoio é para meados de março e início de abril. Até esse período, as crianças e adolescentes com necessidades especiais que estudam na rede pública vão ficar sem ir às escolas, uma vez que não se sentem incluídas no meio social das salas de aula regulares.

Por Henrique Silva

Fotos: JC Notícias


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