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30/07/2020 às 08:00h

Vacina contra a Covid-19 da chinesa Sinopharm será a 4ª a entrar em fase de testes em humanos no Brasil

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A farmacêutica chinesa Sinopharm e o governo do Paraná se preparam para começar o quarto teste de uma potencial vacina para Covid-19 no Brasil. Na quarta-feira (29), o instituto paranaense que conduzirá os trabalhos no país assinou um acordo com estatal da China.

Os responsáveis pelos ensaios clínicos afirmaram que pretendem enviar, dentro de 15 dias, um pedido à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para dar sequência com os estudos de mais esta imunização. A candidata da Sinopharm se somará a outras três vacinas testadas no país:

  • Universidade de Oxford/AstraZeneca (Reino Unido) – em Fase 3
  • Sinovac Biotech (China) – em Fase 3
  • Pfizer/BioNTech (EUA/Alemanha) – em Fase 2

Segundo a empresa chinesa, a candidata que será avaliada no Paraná pode estar pronta até o final deste ano. Em entrevista à agência de notícias Reuters, o diretor do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), Jorge Callado, disse que profissionais da saúde estarão entre os primeiros vacinados.

Ele disse também que hospitais universitários do estado poderão apoiar a vacinação na fase de testes clínicos: "Trabalhamos com a expectativa de finalizar o protocolo de validação e submetê-lo aos órgãos regulatórios em cerca de 15 dias".

Testes no Brasil

O Brasil se tornou um importante cenário para testes de possíveis vacinas para a Covid-19 devido à intensa circulação do vírus no país, que na semana passada registrou o maior número de casos em uma semana epidemiológica desde o início da pandemia.

As candidatas a vacina de Oxford/AstraZeneca e Sinovac Biotech já começaram a ser testadas no país, que tem acordos com os respectivos laboratórios internacionais para obtenção de doses da vacina e posterior produção local, caso se provem eficazes e seguras.

A vacina de Oxford será produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), como parte de acordo fechado pelo Ministério da Saúde, enquanto a vacina chinesa está sendo desenvolvida em parceira com o Instituto Butantan, ligado ao governo de São Paulo.

O acordo da Sinopharm com o governo do Paraná também prevê a transferência de tecnologia para produção própria, caso a vacina seja aprovada para uso. É o mesmo tipo de acordo feito pelo Brasil com os desenvolvedores da vacina da Universidade de Oxford.

"Neste estágio da parceria estamos focados na realização dos estudos clínicos em Fase 3 e aguardando os resultados da testagem no Brasil. Vencida a etapa da Fase 3, iniciaremos um novo protocolo com a empresa Sinopharm, para tratarmos da questão da produção", afirmou Callado.

A vacina experimental da Sinopharm já está na Fase 3 de ensaios clínicos nos Emirados Árabes Unidos, envolvendo cerca de 15 mil voluntários e duas variações de vacina.

Além do acordo com a empresa chinesa, o Paraná também iniciou negociações com o governo da Rússia para uma possível parceria na produção de uma vacina desenvolvida naquele país, de acordo com o governo paranaense.

Vacina russa
Uma fonte do governo russo disse à Reuters nesta quarta-feira que a primeira vacina contra Covid-19 da Rússia receberá aprovação regulatória local na primeira metade de agosto e será administrada a profissionais de saúde da linha de frente pouco depois.

O governo russo informou, por meio de um comunicado, que uma parceria internacional com o governo paranaense, para a realização de testes de uma potencial vacina para a Covid, deve ser feita em breve.

Fonte: G1

Foto: REUTERS/Kai Pfaffenbach/File Photo


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