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28/09/2020 às 08:17h

Dia Nacional marca a importância do transplante de órgãos no Brasil; País tem mais de 46 mil pessoas a espera

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Mais de 46 mil brasileiros esperam a doação de órgãos e tecidos para voltarem a viver normalmente. Mas, durante a pandemia do coronavírus, o número de transplantes no país diminuiu. De acordo com o Ministério da Saúde, de janeiro a julho deste ano, foram feitos 9.952 transplantes no país. No mesmo período do ano passado, 15.827 pessoas receberam órgãos doados. De um ano para o outro, a redução foi de 37%.

Para tentar reverter ou amenizar essa queda, entrou no ar na última sexta-feira (25), uma campanha publicitária para incentivar a doação de órgãos e sensibilizar familiares a respeitar essa vontade após a morte do ente querido. A data foi escolhida porque esse domingo, 27 de setembro, marcou o Dia Nacional de Incentivo à Doação de Órgãos.

Em pronunciamento, o Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello comentou a importância da doação e transplante de órgãos:

Clique e ouça Eduardo Pazzuello

Na última quinta-feira (24), um paciente do Complexo de Saúde São João de Deus faleceu e como era sua vontade e de sua família em doar os órgãos, uma cirurgia foi realizada. Médicos de hospitais da capital, Belo Horizonte, participaram do procedimento que extraiu coração, rins, córneas, fígado e pâncreas.

Em entrevista a imprensa local, a família afirmou que conhece pessoas na fila de transplantes e, por isso, decidiu ajudar com aqueles órgãos que estavam aptos a serem transplantados em outras pessoas.

Além da pandemia do coronavírus, em si, os efeitos dela também impactaram negativamente na doação de órgãos. Isso porque a redução dos voos comerciais prejudicou a logística para transporte de órgãos e de equipes médicas. A consequência foi que os transplantes de coração e de medula óssea diminuíram 25% este ano. E o de córnea reduziu 51%.

Mas, quando foi possível fazer a doação, as famílias cooperaram mais este ano do que em 2019. No ano passado, 40% das famílias não autorizaram a retiradas de órgãos e tecidos para transplante. Neste ano, a taxa de recusa familiar caiu para 37%. Essa redução é importante porque, independente da vontade da pessoa que morrer, é a família quem decide se autoriza ou não a doação.

Vale lembrar que o Brasil possui o maior programa público de transplante de órgãos, tecidos e células do mundo, acessível a toda a população por meio do Sistema Único de Saúde, que financia 95% dos transplantes no país.

Por Henrique Silva | Agência Brasil

Fotos: Agência Brasil


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