08/10/2026 às 08:34h
Ao todo, 8 em cada 10 famílias brasileiras têm algum tipo de dívida, segundo pesquisa recente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O número considera diversos compromissos como parcelas de compras, financiamentos, empréstimos e cartão de crédito. No entanto, o alerta aparece quando as contas começam a pesar no orçamento e deixam de ser pagas em dia.
Quando uma parte da renda é comprometida, sobra menos dinheiro para as despesas básicas. E, para cobrir esse desequilíbrio, o consumidor costuma recorrer ao crédito, acumulando novas dívidas. É nesse momento que algumas ferramentas de reorganização financeira, como o FGTS, podem ajudar, segundo especialistas.
No Novo Desenrola Brasil, por exemplo, trabalhadores que atendem aos critérios do programa podem utilizar parte do saldo do FGTS para amortizar ou quitar uma dívida que tenha sido renegociada. O saque-aniversário também permite retirar anualmente uma parcela do fundo e, em determinadas condições, antecipar parcelas futuras por meio de empréstimo. Mas quando é que recorrer ao FGTS pode realmente ser uma alternativa? A contadora Patrícia Santos explica:
Clique e ouça Patrícia Santos
O problema é quando o dinheiro do fundo passa a ser usado apenas para apagar incêndios. E, se a causa do endividamento não for enfrentada, novas contas podem surgir e comprometer novamente a renda, como explica a especialista:
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Por isso, o FGTS pode sim ser um diferencial para aliviar uma dívida, mas não deve ser encarado como uma solução permanente. O mais importante é não transformar uma ajuda pontual em uma nova fonte de dívida.
Por Sarah Faria
Foto: Representação Ilustrativa
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