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04/09/2026 às 10:35h

Uma noite de sono pode revelar risco futuro de doenças? IA abre novo caminho na medicina

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Uma única noite de sono pode fornecer pistas sobre o risco futuro de doenças neurológicas, cardiovasculares, respiratórias e metabólicas. Pesquisas que combinam dados da polissonografia com inteligência artificial (IA) apontam para essa possibilidade e podem, no futuro, transformar o exame do sono em uma ferramenta também voltada à prevenção e identificação precoce de problemas de saúde. A tecnologia, porém, ainda está em fase de estudo e não deve ser utilizada como instrumento de diagnóstico clínico.

O tema foi apresentado pela neurologista e especialista em Medicina do Sono do Fleury, Rosana Cardoso Alves, durante o 11º Encontro Fleury de Jornalismo em Saúde, realizado nessa quarta-feira (2). O evento discutiu os avanços da medicina relacionados à longevidade saudável.

Um dos estudos abordados utiliza o SleepFM, modelo de inteligência artificial apresentado em publicação da Nature Medicine em 2026. A tecnologia foi desenvolvida a partir de informações de mais de 65 mil participantes e 585 mil horas de polissonografia, integrando sinais de atividade cerebral, cardíaca, muscular e respiratória registrados enquanto os pacientes dormiam.

A proposta é que a IA encontre padrões em milhares de variáveis simultaneamente. Os sinais analisados podem fornecer informações diferentes: a atividade cerebral, por exemplo, apresentou relação com doenças neurológicas e psiquiátricas; os sinais respiratórios, com condições respiratórias e metabólicas; e os dados cardíacos, com doenças cardiovasculares. A combinação das informações apresentou o melhor desempenho.Na prática, a perspectiva é que dados produzidos durante uma polissonografia possam ajudar, futuramente, não apenas a identificar distúrbios como a apneia, mas também a estimar riscos de outros problemas de saúde antes mesmo do aparecimento de sintomas.

Com informações HOJE EM DIA 

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