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29/06/2026 às 08:48h

Maior parte dos eleitores de Minas Gerais diz ser de direita, aponta pesquisa DATATEMPO

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A segunda rodada da pesquisa DATATEMPO sobre as eleições de 2026 em Minas Gerais levantou o posicionamento político dos eleitores no estado. Conforme o resultado, 36,5% dos entrevistados dizem ter maior identificação com o campo da direita, enquanto 24,9% se apresentam como sendo do campo da esquerda. A diferença entre os dois grupos é de 11,6 pontos percentuais, acima da margem de erro da pesquisa, que é de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos. Isso indica uma vantagem numericamente consistente da direita no estado.

O campo da direita englobou quem se identifica como de centro-direita (3,4%), direita (29%) e extrema-direita (4,1%). Já pela esquerda, 1,3% se declaram de centro-esquerda, 20,1% de esquerda e 3,5% de extrema-esquerda.

Segundo a DATATEMPO, a direita tem maior presença entre homens, chegando a 42,4%, contra 31,1% entre mulheres; e também entre os mais velhos: chega a 40,8% entre eleitores de 60 anos ou mais. Já entre os jovens de 16 a 24 anos, há um quadro mais equilibrado – 30,4% se declaram de esquerda e 26,8% de direita, situação de empate técnico.

Já 10,3% dos eleitores mineiros afirmaram ser de centro. Outros 28,3% não responderam, o que também indica um alto número de pessoas que não se enquadraram em nenhum dos campos.
Apesar de a maior parte dos eleitores mineiros se considerarem de direita, o presidente Lula (PT), pré-candidato à reeleição, lidera todos os cenários de primeiro e segundo turno testados. Isso não significa, necessariamente, um dado contraditório, segundo a cientista política Audrey Dias, coordenadora de pesquisa do instituto DATATEMPO.

Conforme a especialista, identificação ideológica e intenção de voto não operam de forma automática. A vantagem numérica de eleitores de direita também não se converte integralmente em voto nos nomes associados a esse campo. Há, ainda, o fato de que o presidente Lula aparece com uma presença eleitoral mais consolidada, enquanto o campo da direita está fragmentado entre diferentes nomes, como Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo).

“Sendo assim, mesmo que uma parcela maior do eleitorado se declare de direita, isso não significa que exista uma conversão direta dessa identidade em torno de uma única candidatura presidencial. Ou melhor, a direita aparece como campo ideológico mais numeroso, mas não necessariamente como voto unificado”, explica Audrey.

Ainda segundo a cientista política, é preciso se atentar também ao número expressivo de eleitores que não se posicionaram ideologicamente (28,3%). “Esse grupo é importante porque mostra que parte relevante do eleitorado pode decidir o voto por outros critérios, como reconhecimento do nome, avaliação de governo, rejeição, pragmatismo, memória eleitoral ou comparação direta entre os candidatos”.

A pesquisa DATATEMPO foi contratada pela Sempre Editora. Foram realizadas mil entrevistas domiciliares entre 12 e 15 de junho de 2026. A margem de erro é de 3,1 pontos. Registros: MG-02109/2026 e BR-07479/2026. 

Com informações O TEMPO 


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