06/07/2026 às 09:14h
Minas registra, em média, 12 tentativas golpes imobiliários por hora - o equivalente a uma a cada cinco minutos. As fraudes envolvem principalmente a compra, venda e aluguel de imóveis, com casos de falsos corretores, imóveis inexistentes, vendas duplicadas e negociações feitas por pessoas que não são as proprietárias dos bens. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Estado registra cerca de 106 mil ocorrências desse tipo de crime por ano - tanto de forma presencial quanto on-line.
Diante desse cenário, o Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Minas Gerais (Creci-MG) inicia, nesta segunda-feira (6), uma força-tarefa em condomínios da Região Metropolitana de Belo Horizonte para orientar moradores e profissionais sobre como identificar e evitar esse tipo de crime.
A ação será realizada nas 15 maiores administradoras de condomínios da capital e em bairros com grande volume de negociações imobiliárias, como Lourdes, Funcionários, Buritis, Belvedere, Barreiro, Castelo, Sion, Santo Agostinho, Sagrada Família e Ouro Preto, além de Vila da Serra, em Nova Lima. A expectativa é promover pelo menos 90 orientações presenciais no primeiro dia da operação, que continuará nas semanas seguintes.Segundo o Creci-MG, somente no primeiro semestre deste ano foram recebidas 328 denúncias relacionadas a possíveis irregularidades no mercado imobiliário.
Conforme a diretora do Registro de Imóveis do Brasil em Minas Gerais (RIB-MG), Ana Cristina Maia, um dos golpes mais recorrentes é a venda do mesmo imóvel para mais de um comprador. Ela explica que a fraude costuma ocorrer quando o primeiro comprador não registra a escritura.
"O proprietário vende o imóvel para uma pessoa, mas ela não leva a escritura para registro. Percebendo isso, o vendedor negocia o mesmo imóvel com outra pessoa, que registra primeiro a escritura e passa a ser a proprietária. Também temos visto casos de pessoas que anunciam imóveis sem serem as verdadeiras proprietárias e de anúncios clonados com preços muito abaixo do mercado", afirma.
Em muitos casos, as vítimas só descobrem a fraude quando tentam lavrar a escritura ou registrar o imóvel e constatam que o vendedor não era o proprietário ou que havia impedimentos legais desconhecidos.
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