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06/07/2026 às 09:10h

Cesáreas avançam mesmo em gestações de baixo risco, aponta estudo

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O Brasil está entre os países com maiores índices de parto cesariana do mundo: por aqui, 55% dos nascimentos ocorrem pela via cirúrgica, de acordo com levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado em 2021 no BMJ Global Health. Apesar dos esforços para reduzir procedimentos considerados desnecessários, o interesse pela cesárea continua em alta no país.

Entre 2009 e 2023, os partos vaginais caíram 39% no Sistema Único de Saúde (SUS), ao passo que a taxa de cesáreas teve um aumento relativo de 38%. É o que aponta uma análise conduzida por pesquisadores do Centro de Estudos e Promoção de Políticas de Saúde (CEPPS), do Einstein Hospital Israelita, a partir de dados sobre partos realizados no SUS. 

Publicado em março na revista científica Einstein, o trabalho revela mudanças regionais. O Nordeste, que historicamente tinha os menores índices de cesárea do país, apresentou crescimento expressivo desse tipo de parto ao longo do período analisado. Nas demais regiões, o aumento se deu em todos os estados, exceto Roraima, onde os índices caíram de 19,4% para 6,8% em 14 anos. 

Segundo a investigação, as cesarianas estiveram associadas a maior tempo de internação e, consequentemente, mais custos. “Quando pensamos no volume absoluto de nascimentos no país, o aumento progressivo das cesarianas representa também um aumento importante da carga financeira e estrutural sobre o sistema de saúde”, avalia o ginecologista e obstetra Eduardo Felix Santana, professor da graduação em Medicina e da pós-graduação do Ensino Einstein e um dos autores do artigo.

Com informações HOJE EM DIA 

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