01/10/2026 às 09:04h
Ítalo Jefferson da Silva, de 43 anos, acusado de estuprar e assassinar a estudante de Pará de Minas, Vanessa Lara de Oliveira Silva, de 23 anos, foi condenado a mais de 65 anos de prisão, na noite dessa quarta-feira (30/9), após ser julgado no Fórum da Comarca de Juatuba. O crime ocorreu em fevereiro deste ano, na mesma cidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde ocorreu o julgamento.
Conforme decisão do Conselho de Sentença, o réu foi condenado pelos crimes de feminicídio qualificado, estupro e ocultação de cadáver. A pena fixada foi de 65 anos e 8 meses e 23 dias-multa, em regime inicial fechado. Ele não poderá recorrer em liberdade. Também foram fixados danos morais no valor de R$ 100 mil à família da vítima.
A sessão do Tribunal do Júri, presidida pela juíza Alina Tereza de Mattos Azevedo, começou às 9h30 de ontem, após o sorteio dos jurados, que formou o Conselho de Sentença. O grupo foi composto por um homem e 6 mulheres. Em seguida, foram realizadas as oitivas das 6 testemunhas, de policiais e médicos legistas, além do interrogatório do réu e manifestações dos advogados e do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
Mais cedo, do lado de fora do Fórum, um grupo de moradores de Juatuba, amigos e familiares de Vanessa Lara, já cobravam por Justiça, com camisas com fotos da estudante e cartazes, além de balões brancos. Mariana Marzagão, amiga da vítima, relembrou os bons momentos entre elas e lamentou o crime:
Clique e Ouça Mariana Marzagão
O julgamento terminou por volta das 19h15, depois de quase 10 horas. Emocionado, Matheus Silva, irmão de Vanessa Lara, espera que desta vez Ítalo fique preso para não cometer novamente os mesmos crimes:
Clique e Ouça Matheus Silva
De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), antes do homicídio de Vanessa Lara, Ítalo cumpria pena, em prisão domiciliar, por roubo (quatro condenações), estupro (três condenações), atentado violento ao pudor, furto e resistência. A pena totalizava 38 anos, 10 meses e 29 dias. Ele já havia cumprido 23 anos, 11 meses e 19 dias e estava solto desde 20 de dezembro de 2025.
Felipe Henrique Pereira, advogado da família de Vanessa Lara, lembra que agora ele foi condenado por pelos crimes de feminicídio qualificado, estupro e ocultação de cadáver:
Clique e Ouça Felipe Pereira
Assim como Felipe Pereira, a assistente dele, a advogada criminalista da cidade de Itaúna, Josiane Moura, ficou satisfeita com a pena imposta à Ítalo Jefferson:
Clique e Ouça Josiane Moura
O réu que já estava preso, volta para ao Presídio José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde cumprirá a pena sentenciada após o julgamento.
O caso
Na época do crime, Vanessa Lara foi dada como desaparecida. Ela foi vista pela última vez no Sistema Nacional de Emprego (Sine), em Juatuba, onde prestava serviço para uma empresa terceirizada, no dia 9 de fevereiro.
De acordo com a denúncia do MPMG, a jovem havia saído do trabalho e seguia a pé em direção ao ponto de ônibus quando passou a ser seguida por Ítalo e morta. O corpo dela foi encontrado em 10 de fevereiro. O autor fugiu e foi preso dois dias depois em Carmo do Cajuru.
Por Sérgio Viana
Fotos: Espacial FM
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