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07/03/2017

Quando quero dizer algo e não consigo

Facebook

As comunicações estão a cada dia mais intensas. A intensidade se dá pela quantidade de informações a que estamos submetidos. As redes sociais estão nos inundando de obrigações de participar de uma atividade de comunicação muito ativa.

Entretanto estas interações estão se tornando muito superficiais. Responde-se a um comentário com um simples repetir de letras (kkkkkkkkk) ou apenas um desenho de palmas, ou um rostinho risonho ou tristinho. O que antes poderia render um papo de horas transforma-se em mínimas palavrinhas ou idéias gráficas que os aplicativos já colocam à disposição. Estamos desaprendendo a nos comunicar com palavras ditas e escritas. Uman ova comunicação através de símbolos surge. Parece um retrocesso aos tempos dos trogloditas que se comunicavam com urros e sinais confusos.

Ocorre que alguns momentos precisamos de expor nossas ideias com mais profundidade e explorar um pouco mais do vocabulário. Deixar uma opinião sobre algo com mais segurança e clareza para quem tiver acesso. Interpretar uma situação. Analisar uma determinada conjuntura social e política. Estas coisas não podem ser feitas com um “joínha” como se faz nas redes sociais.

Mas daí surge a tradicional frase: “sei o que quero dizer, mas não sei colocar no papel o que eu penso!”. Daí algumas situações: a) não se escreve nada; b) escreve-se muito pouco e de forma insuficiente; c) não coloca de forma precisa o que verdadeiramente se pensa; d) e a pior de todas: expressa-se de forma diversa do que verdadeiramente pensa.

Como superar estas situações tão desagradáveis e nalguns momentos até mesmo frustrantes? A resposta é básica: ADQUIRINDO CONTEÚDO.

Alunos de direito recorrem ao conteúdo necessário lendo textos jurídicos. Pessoas ligadas à engenharia querem ler seus livros de matemática. E assim, cada pessoa em suas atividades, procuram textos para ler na vontade de adquirir algum conteúdo.

Uma coisa é certa: todos sabem que lendo se tem a aquisição de conteúdo. Bom que isto seja praticamente uma unanimidade.

Mas a leitura deve ser mais ampla, e de forma ter um vocabulário mais extenso. A extensão é no sentido de ter mais palavras e saber os seus significados. Daí eu poder dizer com tranqüilidade que não serão leituras técnicas que vão colaborar. Hão de acrescentar mais com a aquisição de um vocabulário capaz de lhe dar capacidade de dizer exatamente o que quer de forma correta e compreensível, sem dificuldades de exposição, a leitura de textos literários denominados “clássicos”.

Chamo de clássicos, aqueles textos da grande literatura. Estes textos são interessantes por trazer uma informação diferenciada e no mais das vezes nos leva a pensar noutras situações fora do nosso dia-a-dia. Isto nos retira daquilo que enfrentamos sempre no trabalho ou estudos. Faz um trabalho de retirada de estresse. Já recomendei alguns textos aqui nesta coluna.

Os romances, poemas, épicos, clássicos nos leva a outro mundo de forma que naturalmente vamos absorvendo tanto a narrativa quanto um vocabulário que geralmente é muito precioso, já que os bons escritores pensam cada uma das palavras que pretendem levar ao leitor. Quando construímos as imagens com base no que lemos nestes grandes escritores, passamos a ter o hábito – que vai resolver o problema que dá titulo a este artigo – de pensarmos bem antes de expressar para que o nosso ouvinte/leitor também consiga ver o que pensamos.

Então fica a dica: se não tem em casa, vá a uma biblioteca e procure um bom texto de nossos grandes escritores – aqueles que seu professor lhe recomendava na escola – e deleite-se com as narrativas e naturalmente consiga palavras para dizer exatamente o que pensa.

Boa leitura!


 


 

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