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21/01/2020 às 09:01h

Moradores vizinhos do Paraopeba lamentam situação do rio um ano após a tragédia de Brumadinho

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O dia 25 de janeiro ficará marcado para sempre na história do Brasil, de Minas Gerais e, especialmente para Brumadinho. Nesse dia, em 2019, aconteceu o rompimento da barragem do Córrego do Feijão, de responsabilidade da mineradora Vale do Rio Doce e que se tornou o maior crime ambiental já ocorrido no País, superando até o de Mariana, que teve as mesmas características, mas em menor proporção no ano de 2015.

Passados 12 meses, o JC Notícias preparou uma série especial de reportagens, intitulada: “Arredores da Lama”, para falar sobre os danos e prejuízos causados ao meio ambiente e, também, para a população que foi atingida direta e indiretamente pelo crime ambiental. Nesta terça-feira (21), vamos trazer relatos de moradores vizinhos do Rio Paraopeba, em Pará de Minas que lamentam a situação do rio, um ano após a tragédia de Brumadinho.

Antes do rompimento da barragem, o Rio Paraopeba sempre foi uma das atividades preferidas de várias pessoas, principalmente dos moradores do Distrito de Córrego do Barro, na zona rural de Pará de Minas.

Algumas pessoas seguiam para as margens para simplesmente admirar as águas do rio e sua vida marinha, enquanto outras passeavam de barco, pescavam e até se banhavam com familiares e amigos no Paraopeba. O recurso hídrico também servia para tratar do gado.

Após o rompimento da barragem, que levou os rejeitos rio abaixo, e também depois da confirmação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, sobre a contaminação do Paraopeba, o lazer no local deu lugar ao medo. A água que abastecia os quase 100 mil habitantes de Pará de Minas, deixou de ser captada pela concessionária de saneamento e os moradores de Córrego do Barro já não utilizam mais o recurso hídrico como diversão e sobrevivência.

Quase um ano depois, a reportagem do JC Notícias volta ao local, próximo ao Paraopeba e conversa novamente com moradores de Córrego do Barro. Nascido e criado no povoado, Marciano José da Silva, de 42 anos, lamenta a situação e contabiliza os prejuízos:

Clique e ouça Marciano José da Silva

A lama de rejeitos também afastou os pescadores. Geraldo Antônio Teixeira, o popular Lau, lamenta não poder mais pescar no rio. Segundo ele, há quase um ano sua canoa está parada na margem do Paraopeba. Ele reclama da falta de informações com relação a quando a água e os peixes estarão próprios para o consumo:

Clique e ouça Geraldo Teixeira

Fazendeiros ou pequenos produtores rurais do povoado também tiveram prejuízos, pois a água do rio não serve para irrigar e nem tratar dos animais. Alguns tiveram que criar formas dos animais se refrescarem, como é o caso de Wessislei Geraldo Siqueira, o popular Pezão, o qual ainda relata que até hoje, a mineradora Vale não prestou nenhuma assistência para ele:

Clique e ouça Wessislei Siqueira

Ainda segundo Pezão, as propriedades que ficam as margens do Paraopeba desvalorizaram muito após o rompimento da barragem de Brumadinho:

Clique e ouça Wessislei Siqueira

Nesta quarta-feira (22), você confere reportagem com a técnica do IMA que vai explicar o trabalho de fiscalização e orientação com os atingidos. Não perca!

Por Sérgio Viana


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