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01/06/2015

O que o 'hormônio do amor' e o álcool têm em comum?

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A ocitocina ganhou reputação como o "hormônio do amor",  graças ao papel significativo na excitação sexual, amamentação e parto. Agora, um novo estudo que afirma que a maneira como ela influencia as nossas ações é comparável aos efeitos de álcool.

A conclusão é resultado da pesquisa desenvolvida pela equipe do cientista Ian Mitchell, da Escola de Psicologia da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, especialista em neurociência. As descobertas foram publicadas pela Neuroscience and Biobehavioral Reviews.

A ocitocina também é conhecida por influenciar comportamentos emocionais, cognitivas e sociais, incluindo a ligação materna, a excitação sexual, ansiedade, medo e confiança. Segundo, Mitchell, ainda aumenta comportamentos tais como o altruísmo, empatia e generosidade, tornando as pessoas mais dispostas a confiar nos outros e reduz a ansiedade, medo e estresse.

E como o álcool também pode desencadear estes mesmos comportamentos, a equipe iniciou um trabalho para averiguar se o álcool e ocitocina têm efeitos similares no cérebro. De debruçaram sobre uma série de estudos que avaliam os efeitos da ocitocina - administrada por via nasal - e do álcool sobre o cérebro.

As descobertas podem explicar por que muitas pessoas são tentadas pelo álcool para aliviar o nervosismo. "A idéia de 'coragem holandesa'  (gíria para definir a coragem obtida depois de ingerir bebidas alcoólicas) é usada para combater esses obstáculos imediatos de medo e ansiedade, e a ocitocina parece espelhar estes efeitos no laboratório", explicaSteven Gillespie, também do Faculdade de Psicologia.

No entanto, os autores da pesquisa, definitivamente, não recomendam nem álcool e nem ocitocina para aumentar a confiança. A equipe indica os efeitos negativos de cada composto. Os cientistas observam que tanto o álcool quanto a ocitocina podem levar s pessoas a se tornarem mais agressivas, arrogantes e invejosas. No entanto, enquanto há claramente um "lado escuro" da ocitocina,  Gillespie observa que o composto poderia ter usos clínicos mais abrangentes.

"Eu não acho que vamos ver um momento em que a ocitocina será usado socialmente como uma alternativa ao álcool. Mas é um neuroquímico fascinante e, longe de assuntos do coração, tem uma possível utilização no tratamento de condições psicológicas e psiquiátricas", aponta o cientista.

"Compreender exatamente como ele suprime certos modos de ação e altera nosso comportamento poderia fornecer benefícios reais para um monte de gente", complementa. "Espero que esta pesquisa possa lançar alguma luz sobre isso e abrir caminhos que ainda não tinham sido considerados", almeja.

Em março, um estudo conduzido por pesquisadores da Harvard Medical School, em Boston, nos EUA, revelou que a ocitocina também pode ter um impacto sobre o peso - em homens, pelo menos. A equipe descobriu que uma única dose de ocitocina administrada por via nasal reduziu a ingestão e consumo de alimentos gordurosos em homens saudáveis ​​de calorias.

Fonte: O Tempo

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