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Atlético joga mal e só empata com Campinense, mas avança na Copa do Brasil

13/02/2020 às 09:05h

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Em 96 minutos de futebol contra um time de Série D e com folha salarial de R$ 100 mil, o Atlético não finalizou corretamente nenhuma vez. E, apesar de ter sofrido 23 chutes do Campinense, o time alvinegro conseguiu manter o 0 a 0 no Amigão, em Campina Grande, interior da Paraíba. Como o regulamento da Copa do Brasil prevê que a equipe visitante joga pela igualdade na partida única da primeira fase, os comandados do técnico Rafael Dudamel se classificaram.

Classificado, o Atlético enfrentará, fora de casa, o vencedor do confronto entre Afogados-PE e Atlético-AC. As equipes duelam nesta quinta-feira, a partir das 20h30, no Vianão, na cidade de Afogados da Ingazeira, interior de Pernambuco. Os acreanos jogam pelo empate.

Na segunda fase, os confrontos também são decididos em jogo único, mas sem a vantagem do empate para a equipe visitante. Igualdade nos 90 minutos leva a decisão para os pênaltis.

Agora, o Atlético volta atenções ao Campeonato Mineiro, competição na qual é líder. Neste domingo, a partir das 16h, o time alvinegro enfrentará a quarta colocada Caldense, no Mineirão.

Erros repetidos

Parte dos problemas apresentados pelo Atlético na derrota por 3 a 0 para o Unión-ARG, pela Copa Sul-Americana, voltou a aparecer no primeiro tempo da partida desta quarta-feira. O time alvinegro tinha a bola por mais tempo - 55% dele ao longo da etapa inicial, para ser mais preciso -, mas finalizava pouco.

Quando chutava, o Atlético não acertava o gol. Nos primeiros 47 minutos de jogo, foram quatro tentativas, todas sem direção. Quando a bola chegava ao trio ofensivo - formado por Edinho (que entrou na vaga de Marquinhos), Hyoran e Franco Di Santo -, a jogada não tinha sequência.

No meio-campo, o armador Dylan Borrero entrou na vaga do volante Allan, que tem atuado como meia em 2020, para dar mais criatividade ao time. O colombiano de 18 anos, porém, teve atuação apagada no primeiro tempo. Em suma, o Atlético apresentou grande dificuldade para vencer a marcação e não jogou bem. No principal lance de ataque, os jogadores atleticanos pediram pênalti em um toque de mão do defensor rival, mas a arbitragem mandou seguir.

Sem sofrer na defesa, o Campinense foi muito mais efetivo ofensivamente que o adversário. Apesar de ter elenco com investimento bem inferior, os donos da casa criaram oportunidades, mas pecaram nas finalizações. Foram 13 - três delas na direção do gol -, mas nenhuma exigiu grande defesa do goleiro Michael.

Igualdade mantida

Na segunda etapa, o nível técnico da partida continuou muito baixo. O Atlético tentava chegar, mas seguia com dificuldades de criar. Mal na primeira etapa, Dylan Borrero passou a chamar mais o jogo e finalizou com perigo, aos 8’. Porém, o chute foi para fora, assim como todos os outros tentados pelo time.

Por outro lado, o Campinense não conseguia mais chegar com o mesmo perigo do primeiro tempo ao gol alvinegro. Os donos da casa não achavam mais os mesmos espaços em contra-ataques e só finalizavam de longe, sem direção. Mas, aos 26’, Fábio Júnior chutou com perigo, novamente para fora.

Na reta final do jogo, o Atlético já com Allan, Nathan e Marquinhos em campo, seguia sem criar grandes oportunidades. Mais recuado, o time alvinegro tentava evitar a pressão do Campinense, que precisava da vitória. Mas o 0 a 0 seguiu até o fim, apesar da insistência dos donos da casa.

CAMPINENSE 0 X 0 ATLÉTICO

Fonte: Super Esportes

Foto: Bruno Cantini/Atlético

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